quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CHOVE NO CEARÁ


A notícia  de que a chuva voltou a cair no interior cearense, depois de prolongada seca, me fez lembrar o poeta repentista Ismael Pereira: 
"
"O sertão estava enxuto
De repente a chuva veio
A peixeira do relâmpago
Cortou a nuvem no meio,
O rio foi dormir seco

Quando acordou tava cheio."

HOMENAGENS



O hotel Bedford, na rue de l'arcade, em Paris,  registra em placas que ali se hospederam dois cariocas ilustres. O jornalista e escritor Edmilson Caminha, no livro de crônicas de viagem " Com a Mala na Cabeça", conta que numa de suas passagens por Paris conheceu  as duas homenagens.
A mais simples, segundo ele, está em mármore: "Neste hotel morou, de 1952 a 1959, o compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, grande interprete da alma de seu país".
A outra homenagem está fundida em bronze: "Nesta casa viveu seus últimos dias o Imperador do Brasil Dom Pedro II, grande patriota, protetor das ciências e das artes, amigo de seu povo".

Placas em homenagem aos brasileiros 

Dom Pedro II foi imperador com cinco anos de idade. Passou a infância e a adolescência se preparando para comandar o país. Ele cresceu em meio a intrigas palacianas e disputas políticas que revigoraram seu caráter, dando-lhe força e um senso de devoção ao povo e seu país.

Ganhou três guerras: a do Prata, a do Uruguai e a a guerra do Paraguai. O escritor Edmilson Caminha pergunta: "Entre todos os homens públicos que nos governaram, a quantos se poderá fazer tão nobre e honroso elogio?"

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

MUITO NOVO

Ministro Carlos Veloso: logo cedo virou juiz federal


O  jornalista Rangel Cavalcante, toda vez que ouve alguém citar a pouca idade de determinada pessoa para assumir um cargo ou uma responsabilidade qualquer, costuma contar uma história que ouviu do colega Pedro Rogério. 

É sobre o ministro aposentado Carlos Velloso, que se destacou como  um dos mais brilhantes membros do Supremo Tribunal Federal. Antes de fazer parte da maior corte de justiça do país, Carlos Veloso ocupou cargos importantes na magistratura e  no magistério. O jornalista Pedro Rogério conta que ele formou-se em direito ainda muito novo. O mineiro Milton Campos foi quem pediu ao então presidente Castelo Branco a  nomeação do jovem advogado, com pouco mais de 30 anos, para o recém criado cargo de juiz federal. O marechal peguntou ao político mineiro se ele não  achava o candidato dele muito novo para o importante cargo de juiz federal.

Castelo Branco assinou a nomeação, sem dizer mais nada, quando ouviu a resposta de Milton Campos: 

- Sim, presidente. Mas isso é um defeito que o tempo corrige."

ARTE MARAVILHOSA DO PINTOR AYRTON- 2014


Mais um espetacular quadro do pintor Ayrton Rocha Júnior. 



"Peixe com ervilhas e ameixas secas"

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

FILHA DE PEIXE, PEIXINHO É


Jornalistas Cláudia Bojunga e Wilson Ibiapina


Wilson Ibiapina

Pois não é que descubro que uma colega de redação é bisneta de dois ilustres brasileiros: o  cearense Gustavo Barroso e o carioca Roquete Pinto. 

Roquete pinto e Gustavo Barroso


Jornalista Vera Barroso
Cláudia é filha de Vera Barroso, jornalista que se notabilizou apresentando programas culturais na TV Educativa do Rio e na TV Brasil, abordando temas sobre literatura, teatro cinema e história. 


Cláudio Bojunga

O pai de Cláudia é o escritor Cláudio Bojunga, carioca que conheci através de Luís Edgar de Andrade, amigo comum. Cláudio foi editorialista do Jornal do Brasil, editor da Veja, dirigiu o telejornalismo da TVE depois de trabalhar como correspondente internacional. É dele o texto do filme Os anos JK, de Silvio Tendler. Mais importante que ele é o avô, Edgard Roquete Pinto, médico legista que acompanhou o marechal Rondon em suas excursões pelo interior do Brasil. Roquete Pinto foi professor, antropólogo, etnólogo, e escritor membro da Academia Brasileira de Letras. Ficou famoso como precursor da radiodifusão no Brasil. Em 1923 ele convenceu a Academia Brasileiras de Ciências a adquirir a primeira emissora de rádio que os americanos montaram no Rio em 1922, durante as comemorações do primeiro centenário da independência do país. Ele queria uma emissora educativa, como é até hoje a Rádio MEC. Segundo Roquete Pinto "o rádio é o jornal de quem não sabe ler, é o mestre de quem não pode ir à escola, é o divertimento gratuito do pobre."

O outro bisavô da minha amiga Cláudia é Gustavo Adolfo Guilherme Dodt da Cunha Barroso. Foi advogado, professor, contista, folclorista, cronista, romancista e exímio desenhista. Aos 23 anos publicou seu primeiro livro. Com o pseudônimo de João do Norte, ele escreveu Terra de Sol, um ensaio sobre a natureza e os costumes do sertão cerense;. Além dos muitos artigos, crônicas, contos, desenhos e caricaturas que deixou em jornais e revistas de Fortaleza e do Rio, Gustavo Barroso deixou 128 livros sobre literatura, economia, poesia, folclore, ficção, biografias, política, memórias, críticas e ensaios que assinava como João do Norte, Nautilus, Claudio França e Jotanne.

A bisneta Cláudia, como se vê,  tem berço. Uma jovem jornalista com um futuro garantido no cenário nacional.  Pensei até em perguntar sua idade, mas lembrei uma frase do bisavô Gustavo Barroso: "Às damas e aos poetas não se pergunta a idade. A mocidade das damas está na beleza que apresentam: a mocidade dos poetas está nos versos que fazem."

Desenho da fachada do Liceu feito por Gustavo Barroso

Esse é  desenho que  Gustavo Barroso fez  da primeira sede do Liceu do Ceará, construída em 1894 na praça dos Voluntários. Hoje, o Liceu, com mais de 150 anos, está na praça que leva o nome do ex-liceista, que também é autor da letra do hino de Fortaleza.

Homenagem 80 anos Wilson Ibiapina