quarta-feira, 15 de setembro de 2021

MINUTO DE SILÊNCIO - CURIOSIDADE



Hoje em dia é comum fazer um minuto de silêncio para homenagear uma pessoa que morreu. Uma prática que já virou tradição em vários países. Fui atrás para saber a origem do minuto de silêncio. Descobri que tudo começou em Portugal em homenagem ao brasileiro Barão do Rio Branco. Está lá na Internet: O ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil era muito querido em Portugal. Foi um dos primeiros estadistas a patrocinar o reconhecimento da República portuguesa, em 1910. José Maria da Silva Paranhos Junior era filho de um diplomata que tinha o titulo de Visconde do Rio Branco. A morte desse carioca no dia 10 de fevereiro de 1912 teve muito impacto no  Brasil. O governo decretou luto e transferiu o carnaval. Só que o folião carioca. nesse ano, brincou duas vezes.


Barão do Rio Branco

Em 13 de fevereiro de 1912, a Câmara dos Deputados Portuguesa, sob a presidência de Aresta Branco, homenageou o Barão do Rio Branco, suspendendo a sessão por meia hora, como era tradição. Mas na reunião do Senado seguinte,  houve inovação na forma de homenagem. O Diário de Notícias informou que o " presidente do Senado, recordou os altos serviços por aquele estadista prestados ao seu país e  que honrou também  as tradições lusitanas da origem da sua família e por tudo isso propôs que durante dez minutos, e como homenagem à sua memória, os senhores senadores, se conservassem silenciosos nos seus lugares.

E assim se cumpriu o primeiro momento de silêncio de que se tem notícia, tradição que se prolongou até aos nossos dias. Depois desta primeira ocasião, sempre que alguém passível de homenagem falecia, o Legislativo português repetia o gesto, tendo, com o tempo, diminuído a duração do silêncio de dez para cinco minutos, e mais tarde para o atual minuto de silêncio.

Não tardou a que as diferentes casas legislativas da Europa copiassem o modelo português, tendo a tradição passado para os mais diversos contextos como forma de homenagem a alguém. Hoje, É muito comum o minuto de silêncio em campo de futebol, antes do inicio de um  jogo. 

LUTO - SOLIMAR DAMASCENO



Nosso querido e amado Solimar, irmão da minha esposa Edilma Neiva, nos deixou no dia 12 de setembro de 2021. Uma perda irreparável de um grande amigo, cunhado, tio, profissional e maravilhoso pai. 

Minha sobrinha Daniela Damasceno, filha do Solimar, publicou em sua rede social uma belíssima homenagem que reproduzimos aqui:

 

Solimar Neiva Damasceno, foi o 7º filho (em 9) do dentista João Gomes Damasceno e da poetisa e professora Genésia Neiva Damasceno. Nasceu em 20 de outubro de 1938, na cidade de Uruçuí, no estado do Piauí, mas mudou-se para Goiânia ainda criança e adotou a capital de Goiás como sua referência.

Formou-se na primeira turma de arquitetura e urbanismo da Universidade de Brasília (UNB), em 1968, tendo grandes mestres em sua formação, tais como Oscar Niemeyer, Lygia Martins Costa, Amélia Toledo e Alcides Rocha Miranda. Porem foi o professor Edgard Albuquerque Graeff com quem mais teve amizade e por quem nutriu enorme admiração.

A arquitetura e, principalmente, o urbanismo foram grandes paixões em sua vida. 

Fundou em 1972, o GRUPOQUATRO, sociedade composta também pelos arquitetos Luiz Fernando Cruvinel Teixeira, Walmir Santos Aguiar e Walfredo Antunes de Oliveira Filho. O GRUPOQUATRO atuou principalmente nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Na cidade de Goiânia, foi onde o escritório seguiu seus primeiros percursos da trajetória, com projetos importantes como o Centro de Atividades do SESI – Vila Canaã (1974), Federação do Comércio do Estado de Goiás (1983-1985), Papillon Hotel (1983-1987), o Terminal Rodoviário (1985-1986) e o Mercado Municipal (1984-1986). Posteriormente ao projeto urbanístico da cidade de Palmas (1988) no estado do Tocantins, passou a conquistar projetos em outros estados, indo além do cerrado goiano (Rezende, 2019). 

Fundou em 1996 o escritório EXTENSÃO ARQUITETURA E DESENHO URBANO, que manteve até os dias atuais e concluiu vários trabalhos importantes, tais como o projeto urbanístico do residencial Aldeia do Vale, levando para a capital goiana um novo conceito em qualidade de vida.

Foi professor da Universidade Católica de Goiás por mais de 25 anos, tendo participado inclusive do processo de criação do curso de arquitetura e urbanismo dessa Instituição no início da década de 1970, juntamente com outros renomados arquitetos, como José Silveira Rezende (de quem era amigo pessoal), Fernando Carlos Rabelo e Roberto Benedetti.

Casou-se pela 1ª vez em 1972 com a socióloga Suely Queiroz , com quem teve duas filhas, a letróloga e tradutora Fabiana Queiroz e a engenheira Daniela Queiroz Damasceno. Em 1982 casou-se novamente com a arquiteta Lucy Mara Toffoli, com que teve um filho, o zootecnista Danilo Toffoli Neiva.  Porem foi com a advogada Teresinha Keglevich de Buzin que dividiu as ultimas décadas e teve seu filho caçula, o estatístico Davi Keglevich Neiva.

Esse homem fantástico, o qual tenho o privilégio e orgulho de chamar de pai, nos deixou hoje. Mas o seu legado de ética, honestidade, companheirismo, profissionalismo e amor, permanecerá em todos aqueles que tiveram a oportunidade de dividir com ele momentos nessa vida. 

Lembrarei sempre do sorriso sincero, do abraço confortante, das ótimas conversas, do prazer em viajar (em especial para temporadas na beira do Rio Araguaia), em dirigir, em pescar ... enfim, o prazer em viver!

Segue em paz, PAIxão!  Vai se encontrar com a Fabi, o Luca, a vó, o vô, os tios (Joanésio, Edinar, Eneida, Magnólia e Etelvina) e os grandes amigos que já se foram (Zezinho, Graeff, Mariza, Marcão, Jairo Oliveira ...). Hoje a festa no céu vai ter muita cerveja gelada, com um peixinho para acompanhar. 


Te amo! 💙


Uruçui (PI) 20/10/1938 – Goiânia (GO) 12/09/2021


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"Estou achando difícil encontrar na minha mente

palavras que fielmente possam bem retratar

aquele garoto vivo, inteligente e ativo, 

mas ... inconstante e esquivo, pois está no sol-e-mar.


Na infância sempre buscava e quase sempre encontrava 

pra fazer um trabalhinho. 

Engraxate, jornaleiro, ou outro qualquer trabalho, 

fazia de tudo o pirralho, era esperto o garotinho.


Na juventude mudou, vacilou no seu caminho 

e só a custo, devagarzinho, continuou a estudar; 

mas depois, voltou ao que era: dinâmico, diligente 

e foi com esforço ingente que conseguiu se formar.


Hoje, sempre na luta, batalhador destemido, 

feliz por ter conseguido, conquistar seu ideal, 

aplainada a sua estrada, sem pedra e sem tropeço, 

pagou da vitória o preço. Tudo está bem afinal” 


(Poema: Solimar. Damasceno, Genésia Neiva. Toda poesia. Editora Trilhas Urbanas, 2017)

HEBDOMADÁRIOS CEARENSES

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