terça-feira, 31 de janeiro de 2012

LÁ SE FOI O SENADOR VIEIRA



Morre aqui em Brasília o jornalista Francisco Vieira Filho. O conhecido senador Vieira nasceu em Redenção, estava com 87 anos. Morreu de complicações no organismo , essas doenças de velho extravagante. Era aposentado da Câmara. 

Vieira fez parte da equipe de Walter Sá Cavalcante que fundou o jornal Estado, em Fortaleza. Foi o responsável pelo ingresso de Ciro Saraiva no jornalismo . Era amigo de José Martins Rodrigues, Paes de Andrade, Flávio Marcílio, de todos os que mandavam no Ceará. Chegou a mandar no DNOCS. 

No Liceu foi contemporaneo de Edson Queiroz e de Ary Cunha. Gostava mais de beber do que trabalhar. Contador de histórias, tinha a audacia da ignorancia. Falava com qualquer um sem o menor receio. O apelido surgiu no Rio. Ele entrou num elevador do Monroe e o ascensorista advertiu que era privativo dos senadores. E ele, moleque: Então não conheces o senador Vieira, do Ceará? Morreu senador. O corpo virou pó, foi cremado.O jornalista Lustosa da Costa lembra dele assim:

“ O jornalista Francisco Vieira Filho,que militou nas paginas de O Estado, antes de se mudar para o Rio onde viveu muitos anos, circulou pela sociedade, como solteiro, casamenteiro, mas seu negócio mesmo eram a boemia, as mulheres da noite,a bebida e as viagens de avião. 

Na idade madura, teve a sorte de se aproximar do entao presidente da Câmara, Flávio Marcílio, que lhe deu oportunidade de funcionar como seu assessor até que aquele ilustre homem publico partiu .Vieira circulou sempre nas mais altas rodas da política.

Nunca frequentei a roda do senador Vieira, embora tivesse apreço por ele e houvesse sido objeto de suas atenções e gentilezas.

Era um boemio da decada de quarenta, quando a capital era o Rio de Janeiro e ele convvia com personagens da política que atingiram,posteriormente,o primeiro plano da vida publica estadual e nacional. A mim sempre me pareceu amigo correto e fiel que nao se levava muito a serio nem também tinha a vida como coisa seria. Assim foi até que a doença lhe tirasse o gosto da convivencia social e ele nao quisesse assim se apresentar aos amigos.

A sorte do senador Vieira foi haver encontrado,há uns vinte anos atras, uma companheira,como Sonia que cuidou dele,como anjo da guarda,paciente e educada. Tenho certeza de que,por conta dela,nao sofreu solidao nem se sentiu abandonado. Deus lhe deu este premio que ele prudentemente guardou e por ele velou. Vou lembra-lo sempre como boemio , desinteressado de bens materiais,preocupado apenas em viver bem entre bons pratos,belas mulheres e boas viagens. Era tudo que queria da vida,sem tirar dos outros,conquistandos todos por seu charme,pelo prazer que dava sua companhia

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TORPEDO PERFEITO

ALMOÇO NO STELLA GRILL


Jorge Costa Neves, eu e o grande anfitrião Celso Kaufman depois de almoço no Stella Grill. 



A mesa especial do restaurante Stella Grill que o Celsinho manda preparar toda sexta feira reúne empresários, jornalistas e publicitários. 
Encontrei lá, entre os inúmeros convidados de Celso Kaufman, os jornalistas Carlos Chagas, Sérgio Ross, Cláudio Humberto, o Paixão, o rei da noite, o publicitário José Badaró e Jorge Costa Neves, competente diretor de relações institucionais da Alcoa.
Criado há 12 anos no Setor Comercial Sul pelo advogado Celso Kaufman, o Stella Grill é hoje administrado pelo filho dele, Gustavo Kaufman. Tem uma das melhores cozinhas da cidade e o atendimento dos garçons é perfeito. Foi uma reunião tão boa que prometi voltar lá mais vezes.

UM PEDAÇO DO CEARÁ NO DF



A Ceilândia, uma das cidades satélites do Distrito Federal, é a segunda maior cidade nordestina fora do Nordeste. Só perde para São Paulo. 

Tem faculdades, mais de mil fábricas e mais de 4 mil estabelecimentos comerciais. Tem vida própria. É lá que estão as mulheres mais bonitas do Distrito Federal e a maioria dos cearenses que vive por aqui. 

Variedades da famosa feira
A feira da Ceilândia é um passeio pelo Nordeste. Já foi citada no jornal New York Times como uma das atrações a ser visitadas em Brasília. Lá você encontra buchada de bode, sarapatel. Carne de carneiro, linguiça, costela assada, doces e frutas. 

Casa do Cantador
É na cidade que fica a Casa do Cantador, onde os repentistas e poetas encantam o público com seus desafios e literatura de cordel. Era lá que morava dona Madalena de Souza, que teve 32 filhos com Raimundo Carnaúba. Saiu no livro de record do Guinness como uma das mulheres mais férteis do mundo. Escrevi uma matéria grande, para o Diário do Nordeste, sobre o casal de Tamboril. Ela morreu em janeiro passado aos 90 anos.

José Colombo de Souza Filho
Um outro fato curioso envolvendo a Ceilândia é protagonizado pelo jornalista José Colombo de Souza Filho. Todo mês, quando sai uma nova edição do jornal da Casa do Ceará, “O Ceará em Brasilia”, José Colombo Filho pega uns 30 exemplares e vai para a Ceilândia. Lá, vai identificando os conterrâneos na feira, no comércio, nos restaurantes, padarias e na rua e vai distribuindo o jornalzinho. Aos poucos vai se infiltrando e resgatando os cearenses, fazendo com que voltem a ter contato com as notícias do Ceará e com os conterrâneos. Acho até que, para ficar mais perto dessa gente, o ideal seria abrir uma sucursal da Casa do Ceará lá na Ceilândia, que hoje é administrada por um cearense de Tianguá. Antonio Sabino Vasconcelos Neto .

MEMES, O MODISMO QUE A INTERNET ESPALHA




De repente a gente começa a ouvir falar em MEME. A palavra é mais familiar para quem anda grudado nas redes sociais. Fui atrás para saber do que se trata. Olha só. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética. 

Para saber mais recorri à própria Internet que tem sido utilizada para popularizar o termo, que foi criado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller O Gene Egoísta. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada, como livros.


Um exemplo recente de meme que começou na Paraíba e se espalhou pelo país é o "Menos a Luiza”. Alguém viu o comercial de um condomínio que o pai da moça lançou. Ele aparecia dizendo que toda a família ia conhecer os apartamentos menos a Luiza que está no Canadá. A frase, colocada na Internet, levou uns 30 dias para que virasse um hit nas redes sociais. 




Um meme tem sons, pode ser uma frase, um desenho mal feito, uma caricatura, algo desengonçado que faça sucesso. De tão popular vira uma mania e passa a ser reproduzido sem controle. 

A apresentadora de tv Xuxa é também a rainha do meme. Algumas frases dela inundam as redes sociais: “Ah, Cláudia, senta lá. Ou aquela “Vem, gente”, que ela usou para retirar crianças de um estúdio pegando fogo.

Mas tem outros que a gente usa e nem sabia que é meme, tipo “Vai agora não, toma mais um chope”. Ou “Fica mais, vai ter bolo”. 

No Ceará tem um popularismo: “queima raparigal', grito de guerra para incentivar as meninas numa festa agitar alegria. Ou “é o novo”, quando uma coisa é muito antiga.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O INTERNACIONAL MACÁRIO

Macário em Portugal




O sobralense Macário Batista é, no momento, o único jornalista cearense que faz cobertura interanacional. No passado tivemos o Luis Edgar de Andrade que cobriu a guerra do Vietnam e foi correspondente do Jornal do Brasil em Paris. 

O Macário é diferente. Ele se desloca de Fortaleza para qualquer lugar do mundo. Acompanha as viagens presidenciais ao exterior desde o tempo do presidente Figueiredo. Quando trabalhava na Globo, cruzei com ele em Nova Iorque cobrindo uma assembleía geral da ONU. Só fui no tempo do presidente Sarney. Ele tem ido a todas.


O currículo do Macário é extenso: Terremoto no México, reuniões da FIFA  em Genebra, crise na Europa, Oriente Médio... 


Vai a Portugal com tanta frequência que tem português pensando que ele mora em Lisboa. Um dos amigos de lá é o ex-primeiro ministro de Portugal José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Na foto abaixo aparecem os dois, antes de um jantar que Sócrates ofereceu ao bigodudo Macário, no Hotel Tivoli

Macário e o amigo José Sócrates

Ele não se cansa. Está sempre com o pé na estrada para alegria dos leitores que curtem as matérias dele.

CHICO ANYSIO: UM GÊNIO DO RÁDIO E DA TV



O estado de saúde de Chico Anysio é grave e inspira cuidado. Ele foi internado no dia 30 de novembro após sentir ardência ao urinar e apresentar febre alta. Os doutores constataram uma infecção urinária, ocasionada por fungos. 


Chico Anysio, cearense, é um artista completo: humorista, ator, dublador, comentarista esportivo, escritor, compositor,  pintor. 


É pai do ator Lug de Paula, do casamento com a atriz e comediante Nancy Wanderley; do também comediante Nizo Neto e do diretor de imagem Rico Rondelli, da união com a atriz e vedete Rose Rondelli; de André Lucas, que é filho adotivo; do DJ Cícero Chaves, da relação com a ex-frenética Regina Chaves; e do ator/escritor Bruno Mazzeo, do casamento com a ex modelo e atriz Alcione Mazzeo.Também teve mais dois filhos com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, Rodrigo e Vitória. 

É irmão da falecida atriz Lupe Gigliotti, com quem contracenou em vários trabalhos na televisão; do cineasta Zelito Viana; e do industrial, compositor, ex-produtor de rádio e escritor Elano de Paula. Também é tio do ator Marcos Palmeira, da atriz e diretora Cininha de Paula e é tio-avô da atriz Maria Maya, filha de Cininha com o ator e diretor Wolf Maya.É casado com a empresária Malga Di Paula.

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho nasceu em Maranguape, dia 12 de abril de 1931. Ele sempre colocou a cidade em suas piadas, o que a tornou conhecida em todo o país.  Veja agora como ele retratou a terra natal numa entrevista ao Jô Soares.

LAMPIÃO ERA GAY?


Já chamaram o pernambucano Virgulino Ferreira de  Lampião, Rei do Cangaço. Há quem acredite que ele não passou de um facínora, bandido, calhorda. Agora, estão dizendo que ele também era homosexual. A polêmica está na rua.  Duvidar de sua sexualidade é desmoralizar o maior herói popular do Nordeste, ou seria verdade?

Capitão Virgulino  foi morto pela polícia no sítio Passagem das Pedras, em Sergipe, a 40 quilometros de Serra Talhada, onde nasceu. 

Na década de 30 foi chamado também de defensor dos pobres e oprimidos do sertão. O que não se esperava é que agora, 71 anos depois de sua morte, surgisse em Sergipe o juiz aposentado Pedro de Morais para duvidar da masculidade do perverso cangaceiro.
  • LENHA NA FOGUEIRA
Frederico Pernambucano de Mello (autor do livro Estrelas de couro: a estética do cangaço) diz que Lampião tinha os adereços e a conduta da cultura homossexual
No livro de Lampião - o Mata Sete, cuja publicação e comercialização foram proibidas em caráter liminar, a pedido da família, o juiz revela que o machão Lampião era homossexual.

Em entrevista a Ana Cláudia Barros, no site Terra Magazine, o juiz diz que o “ livro não trata exatamente da homossexualidade de Lampião. Eu apenas mostro que ele era homossexual, mas não com força pejorativa. Eu não tenho absolutamente nada contra os homossexuais nem a favor. Eu relato um fato histórico. Aliás, não sou o primeiro a escrever sobre isso e nem o vigésimo”.

Juiz afirma que Maria Bonita sabia que lampião era gay.


O Juiz revela que tem vários depoimentos de remanescentes do grupo de Virgulíno, de parentes de Maria Bonita, e do próprio Lampião. Que a esposa era adúltera, está em todos os livros. E acrescenta: “o que eu digo e mostro é que havia no cangaço um trio amoroso, envolvendo Lampião, Maria Bonita e Luiz Pedro, o amor dos dois. Luiz Pedro era um cangaceiro, namorado de Lampião, e trocaram juras de amor eterno. 

Certa vez, Luiz Pedro matou o irmão de Lampião, que era a coisa que Lampião mais queria bem, e, em troca, Lampião, que nunca foi de clemência, absolveu Luiz Pedro, exigindo dele juras de que jamais se separariam. Isso não me parece coisa de macho.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

FORTALEZA DE TODOS OS TEMPOS



O Titã do Mucuripe

Sérgio Costa e Wilson Cirino homenagearam um dos símbolos do progresso do Ceará. Acredite, um guindaste que foi batizado de Titã. 

Em 1939, chegava a Fortaleza o gigante de aço que ajudou na construção do Porto do Mucuripe, erguendo toneladas de rochas para a formação do quebra-mar que ainda hoje mantêm as águas tranquilas do Porto. 

A partir do Mucuripe, o Ceará passou a romper fronteiras com o mundo e Fortaleza ganhou status de metrópole. Graças a ajuda do Titã, há 70 anos, o Porto do Mucuripe vive um momento de prosperidade. 

Ouça a música de Sérgio Costa e Wilson Cirino, ilustrada com fotos do livro do saudoso Rodolfo Espínola "Fortaleza e Caravelas, Jangadas e Navios" sobre o Porto do Mucuripe:

domingo, 15 de janeiro de 2012

NO TEMPO DOS CORONÉIS - SUCESSO


Repercute também em Brasília o livro do jornalista J. Ciro Saraiva, "No tempo dos Coronéis". No último fim de semana, dois grandes colunistas nacionais, Carlos Chagas, ex-assessor de imprensa de Costa e Silva e Claudio Humberto, que foi secretário de Imprensa de Fernando Collor, fizeram questão de cumprimentar o autor, elogiando a qualidade do texto e interessados pelas revelações feitas pelo escritor cearense. 

Já na próxima quarta-feira, iniciando uma série de visitas ao interior, sempre a convite de companheiros jornalistas e amigos, Ciro Saraiva estará em Santa Quiteria para participar, naquela cidade, de uma noite de autógrafos, a partir das 19 horas, na sede do Esporte Clube Quiteriense e sob a coordenação do jornalista Wellington Lobo de Mesquita.

sábado, 14 de janeiro de 2012

COCA-COLA COMPROVA HONESTIDADE DOS PORTUGUESES


Taí um povo honesto


Em recente viagem a Lisboa, a Edilma, minha mulher, perdeu a bolsa com dinheiro, cartões de crédito e as indicações da TAP para as nossas passagens de volta. Foi na estação Alameda, cruzamento das linhas verde e vermelha, uma das mais movimentadas do metrô de Lisboa. 


Os amigos Álvaro Augusto e Paulinho Sabóia ligaram de Fortaleza e nos distraímos encantados com a lembrança deles em nos telefonar. Passei o telemóvel, como eles chamam o celular, pra Edilma, justamente quando ela abria a bolsa para retirar os tíquetes e liberar a roleta da estação. Acreditamos que foi nessa hora que a bolsa caiu. Ela só foi notar quando já estávamos de volta ao hotel. Corri à estação e nem sombra. 

Em meio ao desespero iniciamos uma verdadeira maratona para descobrir os números dos telefones da Visa, Credicard, American Express, Banco do Brasil e da TAP. Já tínhamos conseguido cancelar o Visa e o Credicard quando o telefone tocou. Era a TAP avisando que a bolsa tinha sido encontrada e estava em poder da polícia. Logo em seguida, uma nova chamada, desta vez da própria polícia indicando que a bolsa estava no Posto da estação do metrô Vasco da Gama.

A primeira surpresa: como descobriram nosso telefone, onde estávamos. A outra surpresa: A carteira estava com tudo dentro, dinheiro e cartões. 

Agora, recebo um e-mail do *Charles Marar* mostrando que a Coca-cola resolveu testar a honestidade dos portugueses.


Dias antes do jogo entre Benfica e Sporting (1-0), no estádio da Luz, perto das bilheteiras, foi deixada uma carteira no chão com um cartão de sócio do Sporting e um bilhete para o derby do passado sábado. O objetivo era observar se as pessoas iriam devolver a carteira ou ficar com ela. 95% devolveram a carteira, atitude que foi filmada por várias câmaras ocultas. 


Para recompensar a honestidade daqueles que não se deixaram tentar, a Coca-Cola ofereceu um bilhete para o jogo. No sábado, antes do apito inicial, o vídeo foi exibido nos ecrãs gigantes do estádio da Luz, perante os aplausos de mais de 60 mil pessoas.


Numa altura em que os portugueses se preparam para enfrentar inúmeras medidas de austeridade, a Coca-Cola quis divulgar uma mensagem diferente:





MORRE PEDRO VIRGÍNIO


Morreu sexta-feira, 13, em Fortaleza,  vítima de câncer, o diretor técnico do Sistema Verdes Mares Pedro Virgínio Onofre Barbosa. Ele estava com 61 anos.  Roberto Moreira escreveu sobre ele:

Pedro Virgínio foi um visionário. O engenheiro, que trabalhou durante mais de 30 anos no Sistema Verdes Mares, foi um dos grandes responsáveis pelos avanços da televisão no Ceará. Ele participou de todo o processo de evolução das emissoras de TV e rádio do grupo Edson Queiroz até a era digital. 

O diretor comandou a maioria das transmissões nacionais e internacionais realizadas pelo Sistema Verdes Mares. Trabalhador incansável, passava por constantes processos de reciclagem à procura de novas tecnologias.

Paralelo ao trabalho, Pedro Virgínio Onofre Barbosa cultivava uma grande paixão: o automobilismo. Piloto por vocação, ele conquistou reconhecimento nacional nas corridas e na concepção e no desenvolvimento de alguns dos mais incríveis protótipos do país.



Espron
A genialidade de Pedro Virgínio foi reconhecida, inclusive, pelo tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, que o escolheu para criar os protótipos Espron, seus modelos de maior sucesso. 

Foi assim que os carros do cearense ganharam as pistas brasileiras e chegaram a fazer a abertura de duas etapas da Fórmula 1 no Brasil, na década de 1990. Os feitos de Pedro Virgínio não pararam por aí. 



Cucaracha
O engenheiro também criou carros de passeio. Um deles foi    o buggy “Cucaracha”, que chamava atenção pelo design. O modelo fez tanto sucesso que chegou a ser usado durante a gravação da novela Tropicaliente, filmada no litoral cearense.



Sua vida, seus projetos
Além de criar protótipos velozes, Pedro era um dos maiores incentivadores do automobilismo cearense, reverenciado e respeitado como a personalidade mais importante do setor no Estado. Uma de suas maiores preocupações era garantir que a história do esporte no Ceará não se perdesse.


A trajetória do mestre, como era conhecido no meio, foi interrompida de maneira brusca há menos de dois meses, quando foi internado às pressas, com fortes dores abdominais, únicos sintomas de um câncer. Em menos de 60 dias, Pedro Virginio passou por várias intervenções cirúrgicas. Ele lutou como um guerreiro, mas não resistiu e morreu no fim da noite de sexta-feira, 13 de janeiro.


Pedro e sua amada Nilce
Pedro Virgínio deixou a esposa, Nilce, três filhos e um importante legado para a história do automobilismo, da televisão e do rádio cearenses.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

COMENTÁRIO DO CIRO SOBRE A CRÔNICA DO REI MOMO

Ibiapina,
 
Vi sua crônica sobre os fusos e abusos do Rei Momo: foi um tempo em que se brincava sem querer ofender a Deus, porque a vida  com Jesus não exclui a alegria. 

Se você recorda bem,  que mal havia em participar naquele tempo, do carnaval? Brincava-se, festejava-se, bebia-se muito mas todos voltavam para suas casas, para suas mulheres e no outro dia, apesar da ressaca, a vida continuava... 

Um abraço do velho amigo Ciro Saraiva.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O REI MOMO DO CEARÁ



Wilson Ibiapina

Quem encontra hoje o circunspecto jornalista Ciro Saraiva é incapaz de imaginar que este senhor que gasta bom tempo de sua vida em orações e em leitura da Bíblia, foi um dia o mais espirituoso, alegre e divertido Rei Momo da história do carnaval de Fortaleza.

Essa passagem na vida do hoje brilhante escritor, ele procura esquecer por achar o carnaval cada vez mais longe do povo, que essa “explosão cultural popular virou coisa de rico marcada pela ferocidade do sexo, pela droga e pelo dinheiro”, conforme ele assinala em  seu livro “No Tempo dos Coronéis”.

Mas tudo começou por causa do incidente que ocorreu no Country Club de Fortaleza, onde hoje funciona o restaurante Serigado, comandado pelo cronista esportivo Silvio Carlos.

Era o carnaval de 1961. O juiz de menores, Cândido Couto, recebeu denúncia de que menores estavam participando da festa do Country, a segunda-feira mais animada do carnaval cearense. O juiz mandou que a polícia fosse lá retirá-los da festa. A tropa chegou no momento em que o Rei Irapuan Lima e sua corte visitava o clube. 

O Edilmar Norões, que fazia parte da corte como cronista carnavalesco, lembra da cena. Algum gaiato gritou para a polícia não prender o Rei Momo. Irapuan Lima, indignado bradou: “O Rei é imprendível”. A Polícia abriu fogo no salão. O fotógrafo Vieira Queiroz, do Correio do Ceará, foi baleado e o Rei teve que pular o muro para escapar dos tiros.

Depois dessa confusão o Rei Momo abdicou. O presidente da Crônica Carnavalesca, Chico Alves Maia, entrou em campo para encontrar seu substituto.

Para alegria geral a escolha recaiu sobre um jornalista gordinho, recem-chegado de Quixeramobim. Com o nome de Cirão I, o novo Rei Momo se vestiu de Nero e saiu às ruas, segundo ele, com “a disposição de tocar fogo no Carnaval de Fortaleza”. Seu grito de guerra era “Vivo o Cão”. 

Um dia, num baile no clube Iracema, Cirão sobe no palco e, ao lado do comandante da Região Militar e do ministro Expedito Machado, proclama no microfone: “O Rei, o minisitro e o general! Viva a irresponsabilidade!”

Foi, sem dúvida, o mais animado e debochado Rei do Carnaval cearense. Sua performance aumentava a alegria dos foliões. Só ia pra casa com o sol raiando. 

Não fez como aquele rei Momo do passado que foi destituído em plena segunda-feira de carnaval. Foliões, que voltavam de uma festa às 6 horas da manhã, flagraram o Soberano de pijama e comprando pão numa padaria.

A Rainha que acompanhava Cirão, Irani, era muito bonita e chegou a provocar uma crise de ciúme na casa dele. Entre a Rainha do Carnaval e a Rainha do Lar, o Rei optou pela Rainha do Lar. Inventou que estava doente e como já era 1965, em plena ditadura militar, ele saiu-se com essa: “Só volto ao carnaval quando houver condições de fazer alegria no Brasil”.
No carnaval seguinte o Rei já era o Javeh.

Hoje, o jornalista e escritor Ciro Saraiva, vive para Jesus, não ousa sequer repetir o brado de guerra que ele usava para incentivar seus súditos. Considera uma injuria a Deus.

Na verdade, nunca mais apareceu um Rei Momo tão espontâneo, carismático que nem ele. O poeta Rogaciano Leite sentenciou um dia: “No Ceará só existiram dois reis: Luisão e Cirão. O resto é palhaço.”

Eu acho que o melhor mesmo foi o Cirão Primeiro e Único.

GLOBAIS DOS ANOS 80 - HORA DA SAUDADE



A jornalista gaúcha Anna Terra, que já trabalhou na TV Globo Brasília, está hoje morando em São Paulo. Recentemente veio à Capital e almoçou com velhos amigos, companheiros de Globo nos anos 80. 

Depois do almoço os jornalistas registraram o encontro com esta foto: Wilson Ibiapina, Fátima Gomes (a única que ainda está na Globo), Natalzinho, Fernando Guedes, Anna Terra e Edilma Neiva. 

No próximo almoço, por ocasião de uma nova vinda a Brasília de Anna Terra,  vão chamar Toninho Drummond,  Carlos Henrique, Waldemar Pacheco, Haílton Silva, Luiz Gonzaga Pinto e a Marilena Chiarelli.

O URUBU E O PAVÃO....

Hailton Silva, diretor de Programação da Globo-Brasilia gosta sempre de contar essa historinha toda vez que alguém chega perto dele cheio de ideias, querendo inventar a roda.

Trata-se de um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:

Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão.

Certo dia, o Pavão refletiu:


- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.

O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore:


- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual o Pavão.

Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: um cruzamento entre eles seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão.

Então cruzaram... e daí nasceu o Peru: QUE É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA!

Moral da história:
Se a coisa tá ruim, não inventa!!! Gambiarra só dá problema!!! 


EX-SENADOR LEONEL PAIVA É CREMADO EM GOIÁS


Do G1, em Brasília
O ex-senador pelo Distrito Federal Leonel Paiva foi cremado na tarde desta segunda-feira (9) em Valparaíso de Goiás (GO). Paiva faleceu no último domingo (8), em decorrência de uma angiopatia cerebral isquêmica, que é uma doença nos vasos sanguíneos.
Além de político, Leonel Paiva trabalhou como jornalista, comentarista e publicitária. Ele foi locutor da Voz do Brasil e atuou na campanha "Diretas Já" pela volta das eleições diretas para presidente da República.
No Senado, Paiva exerceu mandato de 1997 a 1999 na vaga deixada pelo titular, Valmir Campelo, indicado para o Tribunal de Contas da União.
No período em que atuou como senador, pelo PFL, Leonel Paiva apresentou duas propostas de Emenda à Constituição, sobre a forma de participação dos trabalhadores no custeio da seguridade social e a extinção dos tribunais especializados em matéria trabalhista. Paiva também apresentou projeto de lei para regulamentar a transferência de alunos no ensino superior. As proposições foram arquivadas ao final da legislatura.

O REPÓRTER QUE LEVOU O SOTAQUE NORDESTINO PRA TV

Wilson ibiapina Éramos três cearenses no telejornalismo da TV Globo: Francisco José ficava em Recife, eu em Brasília e o Luiz Edgar de Andra...