segunda-feira, 25 de março de 2013

QUAL A SUA IDADE?







AYRTON ROCHA


“LEVA-SE MUITO TEMPO PARA SER JOVEM”. (Pablo Picasso)

Vivo, hoje, numa turbulência enorme
Entre, o começo, o meio e o fim.
A morte! O que é a morte?
Simples resposta: O medo de perder a vida,
A saudade do amor,
O medo do fim?
A morte é o destino e tudo.
É, mas, todos se assuntam só em pensar,
E não é bom pensar.
Mas quem consegue viver sem pensar na morte?
Os idiotas? Os que não têm alma?
Os que nunca amaram?
Os que nunca fizeram amor?
Os que nunca beberam?
Os que nunca fumaram um cigarro?
Os que nunca cantaram uma canção,
Ou ouviram os acordes de um violão?
Os que nunca foram molhados pela chuva,
Os que nunca viveram a madrugada,
Viram o dia amanhecer, e uma Rosa nascer ?
Os que nunca regaram uma Flor,
Os que nunca choraram ou sofreram por amor,
Os que nunca fizeram uma criança sorri,
Os que nunca ouviram uma canção de amor
Os que nunca sentiram o silêncio da noite,
Ou viveram uma noite de solidão?
Sei não!
Só sei que tenho medo.
Mas o meu medo,
È de perder quem eu amo,
Nunca, de me perder.
Meu medo é de sentir a saudade,
A saudade de você.
E no meio de toda essa minha turbulência,
Eu me perco por dentro de mim,
A perguntar, quem eu sou,
De onde vim, e pra onde vou.
A solidão, não é depois,
A solidão é hoje.
A solidão não começa na partida,
A solidão começa na chegada.
O sofrimento, não começa ao morrer,
Ele nasce com você ao nascer.
E a velhice?
Ah, a velhice? A velhice é a arte do saber sofrer.
Tudo porque na velhice,
Não tem mais sonhos,
Não tem mais ilusão.
É por isso, que no meio de tanta turbulência,
Quando me perguntam a minha idade,
Eu respondo com uma triste ironia:
Leva-se muito tempo para ser jovem.










segunda-feira, 11 de março de 2013

HOMENAGEM DO ALELUIA



Nos 70 anos de querido WI ele bem merece a frase do literato popular “ amigo meu não tem defeito”. Merece também eu copiar o poetinha Vinicius de Moraes com o verso “ ele nem sabe o quanto  é meu amigo”. E digo isso, sem nenhum exagero, para realçar a falta que ele me faz com sua presença punjante, sua imaginação criativa e seu comportamento solidário. Dizer ainda que ele é um grande profissional, que nasceu repórter e é um jornalista brilhante no relato dos fatos é muito pouco. Acrescento o excelente pai e avô. O marido amigo, companheiro inquieto e doce da dona Edilma.

Lá se vão quase 50 anos de amizade. Impura é verdade, não por pecados, mas pela ausência. A vida nos afasta por anos seguidos e quando nos reaproxima parece que jamais nos afastamos. O Ibiapina é a confirmação plena de que a amizade é nobre, e mesmo distante, basta o conforto da existência. Ele não é perfeito, longe disso, seus erros, suas falhas, e 
suas faltas nunca foram para prejudicar  outrem. Tudo foi com muita 
intensidade e em busca do aprimoramento. Esse comportamento o aproxima do 
adágio de Santo Agostinho “ não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem, todo o bem que puder”.

Meu testemunho é pouco mas pode ser ratificado por sua legião de admiradores e amigos em Brasília. Presidentes, magistrados, parlamentares, a guilda de jornalistas por todo o Brasil, poderosos do dia e da noite e ex-poderosos também. Conheço uma dezena de histórias saborosas do Ibiapina com poderosos de hoje nas avenidas e noites da capital federal. Não posso contá-las sob pena de violar sua intimidade. Mas mencionar esses fatos é um testemunho do caráter e um exemplo de vida profissional desse cearense querido que jamais perdeu as raízes e virou cidadão do mundo. 

De lisboa a Moscou. De Nova York a Amsterdã. De Londres ao Rio de Janeiro. De Brasília à Serra do Araripe. Do Diário do Nordeste à Rede Globo. Do Toninho Drumond ao Carlos Henrique; do Roberto Irineu ao Fernando Cesar Mesquita; do Sarney ao Oscar Niemeyer, do Raimundo Fagner ao Orlando Brito; do Serra Gurgel ao velho Ulisses Guimarães, do Roberto Marinho ao Fernando Henrique Cardoso. É uma legião que meus neurônios não são capazes de reproduzir. Todos com um ponto em comum: admiradores ferrenhos da seriedade profissional, do afeto reverencial, do respeito às necessidades alheias. E a dedicação existencial em qualquer tarefa a que se proponha. 

Posso ter exagerado aqui nas açucardas linhas, mas o que poderia eu escrever sobre os 70 anos de quem tanto gosto e admiro? nada mais.

Viva Ibiapina! Viva seus 70 anos! E que estejamos todos vivos para 
comemorarmos os seus 80. 

do amigo de fé, irmão, camarada,

Aleluia Hildeberto

terça-feira, 5 de março de 2013

IBIAPINA, MEU ÍDOLO E MEU ÍCONE



Ronan Soares

Você com setenta e eu chegando aos 74, o Detran está de olho. São décadas de convivência humana e profissional, e só aprendi a gostar mais de você e admirar. Seu caráter, sua inteligencia, seu raciocínio rápido, sua memória incrível, sua bondade. Me lembro daqueles tempos em que era produtor nacional da Globo e vinha um problemão pela frente. Eu dizia para a Alice Maria : vou recorrer ao esquema RDF - Rabo de foguete. Pessoas que deixavam suas cidades, suas famílias, suas rotinas e mergulhavam na missão difícil, com toda dedicação, vestindo a camisa do time que entrava em campo para lutar. Não esqueço nunca de sua dignidade, de sua energia invejável, de sua família tão querida.

Seu amor pelo Ceará, pela sua gente, pela sua serra e pelo seu sertão, seu amor pelo Brasil, hoje coisa tão rara.

De longe, imagina só aquela cara enrugada de um mineiro com lágrimas de saudade, gratidão e admiração, rolando.



Abração, Ronan

UM CEARENSE SURREAL

Wilson Ibiapina Darcílio Lima ainda jovem, no apogeu criativo O cantor e Compositor Raimundo Fagner, que também é pintor, foi quem lembrou-m...