terça-feira, 6 de dezembro de 2011

OS DESAVERGONHADOS


A criminalidade e a corrupção aumentam no país. Veja a causa neste artigo do Nelson Mota: 

Clique na foto para ampliar.


PRA QUE SERVE A CLASSE MÉDIA




PERSONAGENS:

Jean Baptiste Colbert - ministro de estado de Luis XIV.
(Reims, 29 de Agosto de 1619 – Paris, 06 de Setembro de 1683)

 Jules Mazarin - nascido na Itália, foi cardeal e primeiro ministro da França.
(Pescina, 14 de julho de 1602 — 9 de março de 1661)


- ColbertPara encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar, quando já se está endividado até ao pescoço...

- MazarinSe se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... todos os Estados o fazem!

- ColbertAh, sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

- MazarinCriam-se outros.

- ColbertMas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

- MazarinSim, é impossível.

- ColbertE então...os ricos?

- Mazarin: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres..

- ColbertEntão, como havemos de fazer?

- MazarinColbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável!

Extraído de “Diálogos de Estado”

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nota divulgada pela Presidência da República sobre a morte de Sócrates

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Notas Oficiais

Nota de pesar da presidente Dilma Rousseff pelo falecimento do jogador Sócrates
04/12/2011 às 12h55

O Brasil perde um de seus filhos mais queridos, o doutor Sócrates. Nos campos, com seu talento e seus toques sofisticados, foi um gênio do futebol, a ponto de ser considerado o melhor jogador sul-americano de 1983, e ser escolhido pela FIFA, em 2004, como um dos 125 melhores jogadores vivos da história. Como jogador do Corinthians, deu muitas alegrias à torcida.

Além de ídolo do futebol, Sócrates foi um campeão da cidadania. Fora dos campos, nunca se omitiu. Foi um brasileiro atuante politicamente, preocupado com o seu povo e o seu país. Procurando o bem-estar de seus companheiros, ajudou  a implantar um sistema democrático no clube em que atuava. Participou também ativamente da campanha pelas Diretas-Já e de outros momentos importantes da redemocratização do país.

Lamento a perda de um grande brasileiro e envio meu abraço solidário a seus parentes, amigos e admiradores.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Sócrates era filho de cearense, deixou amigos em Fortaleza como o cantor e compositor  Raimundo Fagner e o arquiteto Totonho Laprovitera, que escreveu no blog dele essa nota que transcrevemos abaixo.


Doutor Sócrates

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira


- Totonho, você é um homem sem identidade! - Pegando a deixa, disse o Magrão.

Foi o seguinte. Em mil novecentos e noventa e pouco, Sócrates veio ao Ceará para passar uns dias e, anfitrionado pelo Fagner, o primeiro compromisso do ex-jogador da seleção brasileira não podia deixar de ter sido uma boa pelada de futebol. Pois bem, nos encontramos e combinamos de ir em dois carros: no do Fagner e no meu. Magrão escolheu de ir comigo e eu avisei pra ele que há pouco eu havia perdido a minha carteira com todos os documentos. Foi quando ele fez valer a sua espirituosa veia de filho de cearense que era e me mandou a tirada com a qual eu comecei esta história.

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira e eu, fomos apresentados pelo Fagner e, desde aí, não nos perdemos mais de vista. Quando demorávamos a nos visitar, nos telefonávamos e lembro sempre dele falando de maneira arrastada, caricaturizando o linguajar cearense, ao me cumprimentar:

- Totooonho... Cadê você, meu bichim?...
- Magrãããooo... Tô aqui, mortim de saudade do amigo véi... - Eu respondia.

Aí, dávamos aquela gargalhada e cobrávamos de nos vermos.

Quando o Magrão vinha à Fortaleza, quase sempre era assim: hospedava-se em hotel, mas tomava o café da manhã aqui em casa. Chegava pelas nove, pedia o computador para escrever sua coluna e ficava trabalhando até meio-dia, mais ou menos. Ficava só, à vontade, e ao voltarmos pra casa, na hora do almoço, deparávamos com os vestígios da sua presença na cozinha da casa, pelo deixado castelo metálico bem construído com latinhas vazias.

São muitas histórias com o inesquecível Sócrates. Certa vez, eu inventei de comprar um Puma. Diziam os amigos que o carro me dava status de colecionador de automóveis antigos. A verdade não era bem essa. Na época, liso eu estava e a oportunidade da aquisição do esportivo me caiu baratamente bem. Nele, fomos ao bar do Vaval e quando o Magrão entrou no bólido, grandalhão que só, parecia mais que estava era vestindo o automóvel. Foi engraçado, mas conseguimos ir e voltar tranquilos.

O FAMOSO AZULEJO DE TOLEDO

Este é o famoso azulejo de Toledo!




Para que não tenham dúvidas... Esta é a sua tradução para português:

A SOCIEDADE É ASSIM:
O POBRE TRABALHA,
O RICO EXPLORA-O,
O SOLDADO DEFENDE OS DOIS,
O CONTRIBUINTE PAGA PELOS TRÊS,
O VAGABUNDO DESCANSA PELOS QUATRO,
O BÊBADO BEBE PELOS CINCO,
O BANQUEIRO ESFOLA OS SEIS,
O ADVOGADO ENGANA OS SETE,
O MÉDICO MATA OS OITO,
O COVEIRO ENTERRA OS NOVE,
 E O POLÍTICO VIVE DOS DEZ !

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MANHÃ CARIOCA






O DIA A DIA DE UM REPÓRTER


Essas considerações estão na Internet sem assinatura do autor. Coisa de jornalista.

Qual o jornalista que nunca perdeu  tempo procurando um telefone num  bloquinho velho de anotações? Que nunca esqueceu o nome de um entrevistado? Trocou o nome de um entrevistado? Nunca prometeu largar o jornalismo por um emprego decente? Acabou a noite num bar para comemorar... para comemorar o que mesmo?

Teve um branco em frente à tela do computador? Perdeu um texto inteiro que tinha esquecido de salvar? Passou a madrugada escrevendo um frila para entregar no dia seguinte bem cedinho?

Qual jornalista nunca disse “mês, faz isso comigo, não, acaba logo, vai, por favor”? Ficou todo babão com uma matéria publicada? Fez uma merda enorme e passou o resto do dia se sentindo mal? Ganhou um elogio e passou o resto do dia se sentindo bem? Pensou em ganhar dinheiro escrevendo um blog? Fez um belo nariz-de-cera? Achou que sabia mais do que realmente sabia? Tomou chá de cadeira de entrevistado? Precisou explicar para um tio que, embora seja jornalista, não trabalha na Globo? Ficou com preguiça de ouvir a gravação de uma entrevista? Saiu frustrado de uma coletiva por não ter tido tempo ou coragem de fazer uma pergunta? Teve dúvida sobre como escrever “exceção”? Cochilou numa aula de Teoria da Comunicação na faculdade? Se arrependeu de aceitar um frila trabalhoso por uma merreca de grana? Caiu de pára-quedas numa pauta? Teve uma pauta que caiu na última hora? Sentiu medo de não conseguir terminar um texto até o deadline? Chegou atrasado a uma pauta? 

Qual o jornalista que nunca foi chamado de jornaleiro na família? Almoçou porcaria na padoca? Deixou de almoçar? Folgou numa terça ou quarta-feira? Contou uma piadinha num velório de famoso? Xingou um assessor de imprensa em pensamento? Teve sensação de poder com uma credencial no pescoço? Ganhou jabá bem chinfrim? Trabalhou até em sonho? Se imaginou escrevendo “a matéria”, daquelas de mudar os rumos do país? Recorreu ao “até o fechamento desta edição fulano de tal não foi encontrado”? Passou um carnaval ou um ano-novo de plantão? Pensou em trocar de editoria? 

Qual jornalista nunca se iludiu? Nunca se desiludiu? Se desiludiu um pouquinho mais? Reclamou do salário? Falou mal de outro jornalista? Comprou rifa com nome de mulher para ajudar algum motorista? Pensou em ganhar um prêmio? Uma menção honrosa? Foi a uma pauta só para paquerar um(a) repórter de outro jornal? Desistiu de trocar o jornalismo por um emprego decente? Qual jornalista nunca se sentiu um pouco bipolar?

Homenagem 80 anos Wilson Ibiapina