terça-feira, 13 de dezembro de 2011

NO TEMPO DOS CORONÉIS

Mais de uma semana antes de ser lançado, o livro de J. Ciro Saraiva," No Tempo dos Coroneis", ja provocou a primeira polemica:

Um filho do ex-secretario de Polícia, cel. Clovis Alexandrino, nega, através de jornais, que seu pai tenha perseguido os deputados cassados pela Assembléia, em 1964.  Para ele, isso não ocorreu. O livro, entretanto, está apoiado em depoimentos inquestionáveis, feitos polos ex-deputados Aquiles Peres Mota e Blanchard Girão.

Segundo o texto do livro, que chega ao público a partir do proximo dia 15, na longa e penosa espera para que se praticasse o ato de cassação, o Secretário de Polícia aproximou-se do deputado Aquiles Peres Mota e falou sem rodeios:

- Ou voces cassam esses deputados até as 23 horas ou nós entramos nessa m..."
       
Aquiles - conta Ciro Saraiva, atento a todos os detalhes - procurou de imediato Barros dos Santos, líder do Governo Virgilio Tavora  e lhe transmitiu a intimação. Sempre de branco e com a frieza que jamais perdeu em toda sua vida, Barros dos Santos foi incisivo e obediente na resposta: 

- Vamos cassar, vamos cassar....

CEARENSES ILUSTRES


Dois cearenses estão na lista eleita  pela revista Época  das cem personalidades mais influentes do ano no Brasil. São pessoas que se destacaram durante o ano pelo poder, pelo talento, pelas realizações, pela capacidade de mobilizar. 

Entre os líderes está o Procurador Geral da República Roberto Gurgel. Ele exerce sólida liderança no Ministério Público Federal. Esse cearense, segundo a revista, transmite ao país um exemplo de honestidade e profunda formação intelectual.

Roberto Gurgel e Wilson Ibiapina

O outro cearense que está na lista dos Cem brasileiros mais influentes de 2011 é Ivens Dias Branco, o maior fabricante de massas e biscoitos do país e da América Latina. Quarto do mundo. São 12 fábricas em sete estados. 

Suas empresas têm um dossiê de certificações de qualidade e geram cerca de 17 mil empregos diretos. Ele é um dos mais sólidos capitães de industria do país, sensível à realidade que o cerca. O detalhe é que o texto da Revista Época, apresentando Ivens Dias Branco, é assinado pelo Governador do Estado, Cid Gomes.
Ivens Dias Branco recebendo título de Cidadão de Salvador

FORTALEZA SEM MEMÓRIA: O CASTELO DO PLÁCIDO




O comerciante Plácido de Carvalho era proprietário de muitos terrenos no centro da Cidade de Fortaleza. 


Em uma de suas viagens a Europa, conheceu na Itália a jovem Pierina Giovanni, a quem propôs casamento e vinda para o Brasil. Como insistiu muito, a jovem condicionou sua vinda à construção de um palácio para residência do casal.

Plácido adquiriu a planta de um castelo na Itália e o fez construir em Fortaleza, por João Sabóia Barbosa, na Avenida Santos Dumont, entre as ruas Carlos Vasconcelos e Rua Monsenhor Bruno, volta de 1912.

Pierina e Plácido se casaram e viveram juntos até a morte de Plácido, em 1935. Em 1974 o castelo do Plácido foi vendido para o grupo Romcy, que construiu um supermercado.


Na iminência de seu tombamento, o Castelo foi demolido da noite para o dia. 


Passaram-se os anos e o terreno ficou abandonado até que o governo o desapropriou e nele construiu a Central de Artesanato Luiza Távora.






sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SOBRAL POR MARCONDES SAMPAIO


Porque me ufano da minha aldeia.



Marcondes Sampaio homenageando Sobral:


Cosmopolita, nova rica, a minha aldeia.

Tem torres gêmeas, isculbus, arco do triunfo.

E francês e inglês é o que fala todo mundo.

Nas águas frias, muito salmão, trutas a mãos cheias.

E, se duvidarem, avista-se alguma perdida baleia.

Lazer é o golf, o cricket, o polo, o vôlei de areia.

E olimpica piscina que o grande rio margeia,

Onde, sem escamas, nadam as mais belas sereias.

Na serra azulada, sua periferia, a aldeia veraneia.




HALMALO SILVA NA CAPITAL




O fotógrafo e amigo Hermínio Oliveira registrou meu encontro, no Ki-filé,  com o famoso narrador esportivo Halmalo Silva, que durante anos trabalhou na imprensa crearense. 


Quando eu fui trabalhar na Rádio Tupy, do Rio, no começo dos anos 70,  ele estava se desligando para ir para Fortaleza. Foi editor de esporte do jornal Diário do Nordeste e narrou futebol na Ceará Rádio Clube, Rádio Iracema, Dragão do Mar, Uirapuru Rádio Povo e na Tv Ceará. De volta ao Rio, comandou as jornadas esportivas da Rede Manchete de Televisão.

Quem pensa que ele pendurou as chuteiras, se engana. Atualmente trabalha na assessoria de comunicação do governo do Rio de Janeiro. Halmalo esteve em Brasilia visitando seus irmãos que moram na Capital, entre eles, Hailton Silva, diretor de Programação da TV Globo.

Hailton, conhecido na intimidade por Tostão, também  tem um vozeirão que usou no rádio paulista e brasiliense, inclusive como noticiarista da rádio Nacional, ao lado de Carlos Campbel.

O SAL DA BARRIGA DO DEFUNTO



No Comitê de Imprensa da Assembléia Legislativa do Ceará, quando não tem sessão, os jornalistas matam o tempo contando causos e relembrando fatos inusitados que aconteceram com eles ou com amigos. O jornalista José Maria, hoje Jomar Campos, que foi um grande animador cultural em Ubajara nos anos 60, e um exímio dançarino, sempre tem uma pra contar. 

Essa aí que você vai ler o Macário Batista anotou e mandou aqui pro blog:

"Jomar Campos, Raimundão da Barra e Pedro Chico, primo do Wilson Ibiapina, andavam bebericando de a pé na estrada de Ibiapina pra Ubajara. Na ponte sobre o Jaburu, na saída de  Ibiapina conseguiram com um pescador, cinco piabas que assariam na primeira trempe.

Neblina baixa que escurecia ainda mais a noite, deixou passar uma luzinha lá no fundo. Na casinha de taipa, uma sentinela. Três parentes puxavam “inselências” pro defunto entrar no céu. Os três chegaram, deram os pêsames, perguntaram de que morreu a morta e, sem qualquer maior cuidado deixaram ver o litro de cachaça que haviam ganho do Mano Portela, na Ibiapina. Zelosos perguntaram pra dona da casa e da defunta, se havia como assar aqueles peixinhos, que era pra tirar o gosto. A mulher só disse que não tinha sal. Mas o sal apareceu pelas mãos do Pedro Chico. 

No interior quando o morto tá com a barriga crescida o costume é botar um pires de sal na altura do umbigo que a barriga baixa. Mas, de repente, um dos que botavam sentido na morta gritou: Roubaram o sal da barriga do defunto! Era o tempero do Pedro Chico."

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FRANCIS VALLE REPERCUTE O ARTIGO DE NELSON MOTA




Amigos do Conversa Piaba,


Já havia lido esse artigo na Folha. Realmente, é interessante ver a comparação que ele faz entre os orientais e nós, ocidentais. Tem uma questão cultural que vem de longe. No Brasil, os  portugueses, depois de matarem e tomarem as terras dos índios, estupravam as índias e beneficiavam os filhos da violência com privilégios na hora de  preencher cargos públicos.Os portugueses implantaram o que se chama "patrimonialismo". Traduzindo: formação de patrimônio privado, a partir de recursos públicos, sorrateiramente desviados.


A mesma coisa fizeram os "comunistas"do Leste Europeu. Desviaram o patrimônio do Estado Soviético para camaradas bem posicionados no Poder, que se tornaram os novos capitalistas dos diversos países que compunham a antiga URSS. E também nos outros países que os comunistas tomaram dos nazistas na Europa.


Realmente, antes da Lei vem a Ética. Num mundo de alta competitividade e apelos ao consumismo nos meios de comunicação, a praga patrimonialista tende a aumentar. De outra parte, a impunidade. Prendem dezenas, lotam aviões para conduzir a Brasília. Pouco tempo depois, estão soltos. E nada de devolver o que roubaram. Marcha contra a Corrupção? Está fora de foco.


A Grande Marcha deveria ser de apoio à Ministra Eliane Calmon, que foi no foco e colocou o dedo na ferida. Por conta disso, ficou queimada no meio da magistratura.

Quem solta os bandidos por meio de habeas corpus de  fundamentos duvidosos? Não é o Legislativo nem o Executivo. Daí o descrédito no Poder Judiciário, que estimula a violência e o crime, pois as pessoas passam a fazer justiça com as próprias mãos e/ou avançam no patrimônio alheio, sabendo que não serão alcançados, pois sabem da morosidade ou da complacência daquele Poder.


Sem uma faxina nesse Poder, dificilmente alguma coisa mudará. Você conheceu a Justiça do tempo do Ferreirinha. Vê se era igual à de hoje? 

Abraços


Francis

Homenagem 80 anos Wilson Ibiapina