quarta-feira, 25 de maio de 2011

DENÚNCIA - PADRE CURANDEIRO

O PERIGO VERMELHO


Sou do tempo em que a China era chamada de "perigo vermelho". Tempo em que Mao Tse Tung implantava o socialismo e o país exportava os ensinamentos de Karl Marx. Hoje, o "perigo vermelho" vem da pujança do grande país asiático. Os chineses exportam produtos industrializados que invadem o mundo.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, com intercâmbio de US$ 56 bilhões em 2010, o que representou crescimento de 52,7% em relação a 2009. O saldo comercial foi favorável ao Brasil em 2010, em mais de US$ 5 bilhões. Em 2010, a China foi igualmente o maior investidor estrangeiro no Brasil.


Para você ter idéia da força empreendedora dos chineses, eles conseguiram construir em apenas seis dias um hotel de 15 andares. Lá eles se preocupam em atender a demanda, gerando riquezas. Contrário daqui, onde a burocracia, filha da corrupção, empacam obras, até as mais insignificantes.



O Prédio

Os moradores de Changsha (China) que nos últimos dias não passaram pelo centro da cidade

arriscam-se a ter uma grande surpresa: em seis dias, nasceu ali um novo hotel, de 15 andares.

E não é uma estrutura de contraplacado que vem abaixo ao menor sopro. Trata-se de um

edifício moderno, com isolamento térmico e acústico e capacidade para resistir a sismos.

Segredo? Os componentes foram pré-fabricados e depois montados no local no sistema

de "Just In Time"


A FORMATURA DA MERCEDES



A felicidade do nosso amigo cubano Ignácio Ramon com a formatura da mulher dele, em Miami, onde moram. Agora, a mercedes pode sair por aí cozinhando.. Veja o bilhete do Ramon comunicando o feito da mulher e as fotos dela com a família:



"Al fin, despues de mucho sacrificio, entrega y perseverancia triunfo Maria Mercedes. Ayer fue el dia feliz de su reconocimiento como especialista en Arte Culinario en la prestigiosa escuela Le Cordon Bleu Paris, sede de Miami. Rigor profesional y competencia fueron exigencias basicas. Gracias a Dios por hacernos honrado y felices con esta culminacion feliz como Cheff, de nuestra querida Mercedes. Felicidades!!!"

Formatura da Mercedes...Graduacion de Mercedes

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Este álbum online possui 11 fotos e estará disponível no SkyDrive até 17/07/2011.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O CENTRO DO MUNDO



Newton Pedrosa

O saudoso Virgilio Távora costumava dizer que os cearenses pensam que o Ceará é o centro do mundo. Queria dizer com isso que nós pensamos que todos os holofotes do mundo estão virados para n ós e que de nossas decisões depende a sorte do universo.

Tinha razão o velho político. O cearense, principalmente a sua Imprensa,que reflete o que pensamos, padece de um ufanismo doentio, irreal e provinciano.

No Ceará, segundo esse pensamento, reside toda a grandeza da terra. O que fazemos e o que praticamos sempre são maior e melhor que em qualquer outra parte.

Nossa renda "per capta" sempre é a maior e a nossa indústria supera muitos pólos industriais do sul do país. Temos a rádio e a televisão mais ouvida e assistida do país, e assim caminha o nosso orgulho descabido.

Mas, como por aqui tudo é grande, temos o outro lado também. Temos, por exemplo, o segundo maior roubo de bancos (Banco Central) do mundo e o primeiro do Brasil.

Temos, igualmente, a cesta básica mais cara do país, os piores índices de saúde e de educação, a capital mais esburacada e cheia de lixo do planeta.

E para completar esse cabedal fenomenal, temos a prefeita mais mal avaliada do Brasil e mais irresponsável. Depois de tudo isso,temos que concordar com o Virgilio e dizer que pensamos centro que o Ceará é o centro do mundo.

Por que, não, hein?

FRED FIGNER



O Ayrton Rocha retirou essa história do fundo do baú.....

É a história de vida do judeu pioneiro musical Frederico Fingner....

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Frederico Figner nasceu em dezembro de 1866 em Milewko, na então Tcheco-Eslováquia.

Ainda muito jovem e buscando ampliar seus horizontes migrou para os Estados Unidos, chegando ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios.

Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos e vários rolos de gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra do Português.

Naquela cidade começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz. O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo.

Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando e entendendo um pouquinho do nosso idioma e com um razoável pé de meia.

Na Cidade Maravilhosa Figner abriu sua primeira loja, a Casa Edison, em um sobrado da Rua Uruguaiana, onde importava e comercializava esses primeiros fonógrafos.


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Comercial da Casa Edison da Rua Uruguaiana


CASA EDISON

Por essa mesma época o cientista judeu Emile Berliner tinha acabado de lançar nos Estados Unidos um equipamento de gravação que utilizava discos revestidos com cera, com qualidade sonora superior ao do aparelho de Thomas Edison.

Fred Figner percebeu de imediato o potencial da nova invenção e transferiu seu estabelecimento de um sobrado da Rua Uruguaiana para uma loja térrea na tradicional Rua do Ouvidor, onde abriu o primeiro estúdio de gravação e varejo de discos do Brasil, em 1900.


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Casa Edison da Rua do Ouvidor


OS PRIMEIROS DISCOS

Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela. Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por intermédio de partituras impressas.

O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, em 1902. Era o lundu “Isto é Bom”, de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia. A partir daí mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner havia aberto em São Paulo.

A procura pelos discos cresceu tanto que em 1913 Fred decidiu instalar uma indústria fonográfica de grande porte na Av. 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon.


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Discos Odeon

A MANSÃO FIGNER

Fred Figner era um homem à frente do seu tempo e para coroar o sucesso nos negócios decidiu erguer uma residência que espelhasse seu perfil empreendedor.

A hoje conhecida Mansão Figner, na Rua Marquês de Abrantes 99, no Flamengo, abriga o Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac. É considerada um exemplo arquitetônico raro de “casa burguesa do início do século 20”. Fred Figner utilizou-a como hospital, em 1918, durante a pandemia conhecida como Gripe Espanhola.

Apesar dele próprio estar acometido pela enfermidade, atuou como um prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze pacientes em seu interior.


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Mansão Figner Hoje

RETIRO DOS ARTISTAS

Fred era um homem generoso e solidário. Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se tornado amigo de muitos músicos e cantores de sucesso.

Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice.

Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje.


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Retiro dos Artistas em Jacarepaguá

O FINAL

Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier.

O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”.

Homenagem 80 anos Wilson Ibiapina