domingo, 29 de julho de 2012

EUFORIA E DEPRESSÃO




João Soares Neto
O Brasil passou quase incólume pela crise mundial de 2008/9. Acreditava-se, diziam muitos, que a crise européia - que se arrasta há anos - não nos atingiria: temos “fundamentos”. Conversa fiada. Recebemos um soco na economia brasileira que imagina como solução vender carros encalhados, desde 2011, em um  país de rodovias ruins porque densamente utilizadas por caminhões pesados. Temos, ainda, neste século 21, escassas ferrovias regionais e nenhuma nacional para cargas. As cidades já não comportam mais os veículos que têm. Isto sem atentar para as endiabradas motocicletas que infernizam o trânsito e provocam elevadas despesas nos lotados hospitais públicos.
O Brasil acreditava mesmo que a emergente classe média ia bem. De repente, uma profusão de milhões de cartões de crédito foram entregues a pessoas que não aprenderam ainda a cuidar de suas economias. No Brasil, as empresas de cartões de crédito estão nas ruas, aceitam todo tipo de cliente e cobram, por cada mês de atraso, os mesmos juros anuais definidos pelo Banco Central. Em 2011, os juros médios do dinheiro de plástico foram de 323,41% ao ano.
Resultado, milhões de pessoas penduradas com dívidas. Isso provoca, além da depressão pessoal, desajustes familiares e restrições em seus empregos. Não rendem no trabalho, atormentadas que estão com o que devem. Os desempregados, em boa parte, não conseguem ocupação por novas qualificações solicitadas e suas inclusões nas listas de devedores dos serviços de proteção ao crédito - Spc e do Serasa – empresas privadas que bisbilhotam e fornecem “fichas sujas” para os que se afoitaram além de suas possibilidades. É vero.

A farra consumista brasileira vai ter que encontrar, do outro lado da ponte da vida, com a realidade cruel que atinge a maioria. As publicidades enganosas precisam dos olhares do Conar, entidade não governamental que, por definição, deveria cuidar da autorregulação da propaganda e da liberdade de expressão. Não se pode gastar esperando bonança futura. É básico que todos devam ter um orçamento. Se você gastar mais do que ganha, algo acontecerá. Não há como fugir das contas que o acossam através de protestos de títulos, questões judiciais para devolução de veículos e propriedades e as intermináveis discussões sobre os abusivos juros dos já referidos cartões de crédito.


Parcimônia é palavra pouco conhecida do brasileiro. Qualquer comemoração familiar, do batizado ao casamento, é, quase sempre, prova de insanidade pelo deslumbramento desnecessário. Ninguém deve acreditar que pode melhorar de vida mudando hábitos de consumo que devem ser coerentes com os contracheques que recebe. Não pegue corda de pessoas amigas e vendedores que o incitam a comprar o que não precisa e, mais que isso, sem a certeza de poder pagar. Deus não dá um jeito em tudo. Temos que fazer a nossa parte. A euforia sempre é passageira. A depressão demora. O equilíbrio pessoal poderá se transformar na parcimônia/comedimento que todos deveriam ter. O uso da razão determinará seus limites. 

NÃO DURMA DE TOUCA




 
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:

- Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro? 

O corvo responde:

- Claro, porque não?

O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho. 

Conclusão: Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

ATUALIDADE - ESCRAVOS DA CAIXINHA ELETRÔNICA

Tomando café


Jantando no restaurante favorito


Visitando um museu


Encontrando em uma lanchonete


Relaxando na praia


Indo ao jogo 


Indo em um encontro


Dando uma volta pela cidade

terça-feira, 10 de julho de 2012

PARA REFLETIR




                     

O menor discurso de Bryan Dyson, ex-presidente da Coca Cola. 
Ele disse em seu discurso na hora de deixar o cargo de Presidente 
da gigantesca empresa americana.

"Imagine a vida como um jogo em que você esta fazendo malabarismos com cinco bolas no ar." 


Estas são: 

- Seu trabalho;

- Sua família;

- Sua Saúde; 

- Seus amigos;

- Sua vida espiritual. 

E você tem que manter  tudo isso sempre no ar. Logo você
vai perceber que o trabalho é como uma bola de borracha. 
Se deixar cair ela rebaterá e irá saltar de volta. 

Mas as outras quatro bolas: família, saúde, amigos e 
vida espiritual são frágeis como vidro. Se você deixar cair
uma destas, irrevogavelmente serão lascadas, marcadas
com cortes, danificando-a ou mesmo quebrando-a. Nunca serão
as mesmas. 

Temos de entender isto: Apreciar e se esforçar para alcançar e cuidar do mais valioso. 


Trabalhar de forma eficaz nas horas normais de trabalho e 
deixar o trabalho a tempo. Dê o tempo necessário para sua família e amigos. 

Exercite-se, coma e descanse adequadamente. E acima de tudo ... 
Precimaos crescer na vida interior, espiritual, que é o mais importante, 
porque é eterna. Shakespeare disse: Eu sempre me sinto feliz, 
sabe por quê? Porque eu não espero nada de ninguém. 
Esperar sempre dói. Os problemas não são eternos, sempre têm soluções. 
A única coisa que não resolve é a morte. A vida é curta, por isso, adoro viver! 

Viva intensamente e lembre-se: 

Antes de falar... Ouça! 

Antes de escrever... Pense! 

Antes de criticar... Examine-se! 

Antes de ferir... Sinta-se! 

Antes de orar... Desculpe! 

Antes de gastar... Ganhe! 

Antes de desistir... Tente! 

ANTES DE MORRER... VIVA! "


NÃO DURMA DE TOUCA



Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas e acha que provavelmente algumas mulheres invadiram suas terras. 

Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhandona lagoa. Quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda dalagoa e gritam:

- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora!

O fazendeiro responde:

- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!

Conclusão: A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.

MUITAS CLARICES



                                                                 João Soares Neto


Recebo um pacote em casa. Carlos Heitor Cony, no livro “Quase Memória”, trafega com embrulho protegido por barbante em quase todas as páginas e enredo. E sem abri-lo. Abri. Era gesto de delicadeza de Fernanda Coutinho e Vera Moraes, organizadoras da antologia “Clarices”.  Elas oferecem homenagens claricianas, integrantes da legião de apaixonados pela Haia da Ucrânia, dita Clarice, no Brasil.

Fernanda escreve sobre “Clarice e a Infância Jamais Perdida”.  Vera relê a musa em, “O Verde Úmido Subindo em Mim: A mulher e a Magia do Jardim em Clarice Lispector”. Juntas, produziram a “Entrevista com Nádia Battella Gotlib” e “Algumas Questões sobre Clarice Lispector dirigidas à Nadiá Setti”. Em parceria com Maria Elenice Costa Lima, Vera disserta “Inquietudes de Ser Mulher em Laços de Família”. Outros claricianos contribuem com mais 20 ensaios sobre a menina que passou a infância no Recife e vai para o Rio, aos 14. De lá, espraia-se como mulher pelo mundo real e, fulgurante, no da literatura.

Jornalista, Clarice tornou-se a grande, misteriosa e a amada, viva e post mortem, escritora. Casada, teve filhos com o diplomata carioca Maury, da família cearense Gurgel do Amaral. Antes de separar-se, moraram anos na Europa e Estados Unidos, tempo em que  trocava cartas com escritores e amigos brasileiros. Morreu de câncer, aos 57.  O crítico literário José Castello, certa vez, perguntou-lhe: Por que você escreve? Ela respondeu: por que você bebe água? Ele retrucou: para viver. Então, Clarice falou: escrevo para me manter viva.

Homenagem 80 anos Wilson Ibiapina