segunda-feira, 26 de março de 2018

Toninho Drummond, uma vida a serviço do jornalismo e dos amigos



Wilson Ibiapina


Não se tem notícia de que o  jornalista Antônio Carlos Drummond nos 82 anos de vida tenha cometido uma inconfidência. Nunca se ouviu falar que Toninho Drummond tenha sido desleal com alguém. Seu apelido era moita de tão reservado que era. Deixa como exemplo sua gentileza no trato com as pessoas, sua experiência  profissional. 


Chegou a Brasília no começo dos anos 70 para assumir a direção do telejornalismo da Tv Globo. Para minha surpresa, ele foi me visitar no hospital onde estava internado para retirar um cálculo renal. Foi um gesto voluntário, de afeto por quem nunca tinha visto. Aquilo fez nascer em mim  um respeito e admiração que virou uma amizade por toda vida. 



Trabalhamos juntos durante todo o tempo  em que esteve na Globo, primeiro como chefe do jornalismo, depois como diretor regional. Levou o jornalista  Carlos Henrique de Almeida Santos para comandar uma equipe que iniciou a  cobertura política da emissora. Estavam lá, entre outros, Geraldo Costa Manso, Hélio Doyle, Carlos Marchi, Álvaro Pereira, José Carlos Bardawil. Ricardo Pereira, Pedro Rogério, Marilena Chiareli, Edilma Neiva, Ana Maria Rocha, João  Firmino Pena, Sérgio Mota, Airton Garcia, Ronan Soares e Flamarion Mossri, o turco que não usava gravador, tão na moda na época na cobertura  do Congresso Nacional. Ele também dirigiu a Tv Bandeirantes em Brasília e foi presidente da Radiobrás. 

Quem viu o Toninho muito calado, nos seus últimos dias de
vida, nunca imaginou que ele era um sujeito espirituoso,  um exímio contador de causos. Seus amigos não esquecem a história do tio Nestor, fazendeiro rico, que namorou  a mulher do vaqueiro. Um dia, o marido enganado disse que precisava ter uma conversa séria e reservada com o fazendeiro namorador. Tio Nestor se preparou para o pior. O vaqueiro, quase  cochichando, disse-lhe ao pé do ouvido:

- Dr. Nestor, tô com a impressão que a Matilde está nos traindo....

Mineiro de Araxá, Toninho dizia que toda vez que via o mar se sentia longe de casa. Orlando Brito lembra que estavam em Recife acompanhando uma viagem presidencial. Depois da cobertura foram dar uma volta na praia de Boa Viagem:

– Mr. Brito, estamos muito longe de casa. Olha o tal de mar aí! Nascemos em Minas e moramos em Brasília. Uai, o que nós estamos fazendo nesse fim de mundo?

" Toninho era um  cidadão do mundo. Transitava em Belo Horizonte ou Juiz de Fora, Paris ou Nova Iorque com toda desenvoltura. Porém jamais abriu mão um segundo ou um milímetro de sua mineiridade."

Orlando Brito conta ainda que  "no  avião de volta a Brasília, para bem longe do Atlântico, o amigo esqueceu o cidadão do mundo que era para ser mineiro original. Olhou pela janela do Boeing e comentou com alegria quando viu do alto o Rio São Francisco cortar o interior do Brasil:

– Olha lá em baixo que beleza. E parece que o São Francisco nasce lá em Minas Gerais.

Conhecedor do puro refinamento dos comentários do Toninho,  fiquei sorrindo também discretamente, como mineiro que igualmente sou, da palavra "parece". Aquele cuidado para não afirmar nada."

A jornalista Olga Bardawil lembra que Toninho participou da cobertura política de onze diferentes presidentes do país, "mas, mineiríssimo, sabia muito mais do que contava. 

Ricardo Pereira, que foi repórter em Brasília e hoje dirige o escritório da Globo em Portugal, lembra que quando  os amigos cobravam um livro de memórias, que nunca veio, ele dizia que um dia iria escrever e que já tinha até o título: "Minhas Amnésias".

Eduardo Simbalista, que foi editor-chefe  do Jornal Nacional, lembra em artigo publicado no site Diário do Poder, que Toninho, como bom "coach", tinha faro para os melhores talentos. Com o carinho e a paciência do jornalista que já vira de tudo um pouco, Toninho só se mostrava intolerante com a burrice e com a teimosia. Mas, mesmo assim, não levantava a voz. Jornalista tinha de ser inteligente e persistente, sem empacar. Um passo de cada vez, sempre perguntando por quê.

O jornalista Fábio Ibiapina escreveu: "Toninho, um ser humano doce e carinhoso que no seu jeitinho mineiro ajudou a transformar o país, o jornalismo e a vida dos amigos".

Toninho saiu de cena, mas fica na história da imprensa.

Toninho Drummond e Wilson Ibiapina nas ilhas U-Matic da TV Globo

Toninho Drummond e Fábio Ibiapina nas ilhas Betacam da TV Globo

Dia que Toninho deixou a TV Globo

Festa de Ano Novo 2017 na casa da Família Ibiapina
Fábio Ibiapina, Daniela Ramalho e Toninho Drummond

Ano Novo 2018


sábado, 11 de novembro de 2017

HOMENAGEM AOS AMIGOS QUE PARTIRAM



Wilson Ibiapina


Estão chamando nossa turma

O pernambucano Antônio Maria, cronista, jornalista, colunista, compositor, antes de ficar famoso no Rio passou por Fortaleza, onde fez sucesso como locutor esportivo. 

Chico Anísio contava que um dia, quase ele mata a mulher do atacante Pipiu, durante um jogo em que o goleiro do time adversário era um tal de Puxa a Faca. Na época, a bola era chamada de pelota ou couro. E Maria transmite: 

- Pipiu vai cabecear, vem Puxa Faca e arranca o couro da cabeça do Pipiu. 

A mulher do craque, ouvindo a transmissão do jogo pelo rádio, não pensou duas vezes antes de desmaiar. "Escalparam meu marido." 

Em 1952, Antônio Maria fez a letra e Zé Gonzaga, irmão do Rei do baião colocou a música e cantou:

Nós era sete
Fumo morrendo
Fumo morrendo
E só fiquemo eu
Não houve reza
Não houve nada
Fumo morrendo
E só fiquemo eu


Essa música só lembra os amigos jornalistas que vão ficando pelo caminho. E não são poucos. No Ceará , o Galeguinho, repórter policial, Flávio Pontes, Odalves Lima, Agladir Moura. Carlos Paiva, Ciro Saraiva ,Edmundo Castro, Edmundo Maia, Ezaclir Aragão, Venelois Xavier, Vander Silva, Edilmar Noroes, Durval Aires, Francisco Bilas, Neno, Guilherme Neto, Dário Macedo, Tomas Coelho, Rangel Cavalcante, Lustosa da Costa…

Aqui em Brasília nem se fala. Carlos Castelo Branco, Abdias Silva, João Emílio Falcão, Alfredo Obleziner, Elisio Pontes, Carlos Chagas, Pompeu, o do Ceará e o do Pará. É gente demais. São tantos, que nem lembro todos.

Enfim, nós era sete
E só fiquemo eu


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

UMA SERENATA COM LUPICINIO RODRIGUES



AYRTON ROCHA


Belos tempos e lindas madrugadas
Onde a noite ainda era criança
Nos tempos dourados dos anos cinqüenta.
O Rio de Janeiro, tão adolescente quanto eu
Era um poema de amor
Que nem Drummond conseguiu fazer
As mulheres eram lindas,
E para felicidade nossa, continuam belas
Copacabana era um Oásis nos meus olhos,
Na minha alma e no meu coração
Ipanema ainda engatinhava
Igualzinha a uma criança aprendendo a andar
Mas já precocemente, chamando todos nós para lá
As mulheres tomavam conta da praia
E o samba canção da noite
Tom Jobim fazia samba canção
Melhor que ninguém
Dolores Duran e Tito Madi
Faziam melhor ainda.
Antonio Maria apaixonava as mulheres
Com seus poemas sofridos e musicados
Johonny Alf dava os primeiros acordes dissonantes
Anunciando que alguma Bossa Nova
Estava para acontecer na musica popular
Era tanta gente boa e musicas tão linda
Que as lembranças e a saudade
Me trazem lágrimas aos olhos
Quantas noites e madrugadas inesquecíveis
Fizeram do meu viver mais feliz
A Lagoa Rodrigues de Freitas
Bela, cristalina e pura,
Era o espelho onde a Lua narcisava
Toda sua luz, seu encanto e sua beleza,
Cenário que a natureza criou
Apaixonada por seus amantes
E para os boêmios fazerem serenatas
Tão puras quanto suas águas
Daquele lindo espelho da Lua
Onde a saudade chorava a sua dor
Foi lá, na linda Lagoa,
O meu encontro marcado com Lupicínio Rodrigues
Para uma serenata que jamais esqueci
Com meu violão cantei as minhas canções
E minha saudade
Com meu violão
Acompanhei Lupicínio cantando a sua dor,
Com suas musicas tão lindas e sofridas
Que jamais vou esquecer.
Voz com gosto de muito Whisky,
Ele cantava baixinho ao som do meu violão,
"As Aparências Enganam", "Dona do Bar",
"Cadeira Vazia", "Dona Divergência" sem faltar nunca "Nervos de Aço".
Hoje, volto a Lagoa, com meu Violão
Para uma serenata solitária
Porque hoje, noite de lua, é noite de Serenata no Céu
Onde todos os santos, rezam a música de Lupicínio Rodrigues

terça-feira, 7 de novembro de 2017

NOSSAS FRUTAS



Wilson ibiapina
Kiwi
Um dia perguntei ao teatrólogo B de Paiva se ele queria provar Kiwi, uma fruta que veio da China cheia de vitaminas A e E, que pode diminuir o risco de doenças cancerígenas e circulatórias. Melhora o sistema imunológico além de contribuir para equilibrar a tensão arterial. Em meio a tamanha propaganda, B de Paiva pergunta se tem no Ceará. 
Diante da resposta negativa, ele rejeita a fruta que é uma delicia até para fazer caipirinha. Alega que está velho para andar experimentando novos sabores. Também, sem esses rigores do José Maria Bezerra  de Paiva, não sou muito chegado a andar por aí provando novas frutas. Fui criado no Ceará chupando cana-de-açúcar, comendo jaca, mamão, chupando manga, caju, siriguela e pitomba que são indispensáveis como tira-gosto. 
Siriguela
Ainda adolescente, de férias em Ubajara, na Serra da Ibiapaba, nosso programa era invadir sítios para se deliciar com as frutas. Nossas famílias tinham propriedades com pomares, mas a aventura era justamente o perigo que corríamos. Florival Miranda, Milton, Aristides, Tozim, Rubens, geralmente éramos flagrados pelos empregados dos sítios que nos perseguiam com espingardas de sal. Só faltávamos desmaiar com o ardor provocado pelo  tiro de sal. Depois íamos tomar banho de rio e beber refresco de maracujá ou laranja no bar do Pedro, duas bebidas que ele servia, também, como tira-gosto. 
A ata, tangerina, abacate, banana e  graviola faziam a nossa alegria junto com o  ananás, uma espécie de abacaxi que se desenvolve em clima frio, como o da Serra Grande. No sertão cearense é comum a macaúba, que aparece de maio a janeiro. Tem jenipapo e jatobá que a gente fazia de conta que era boi nas nossas brincadeiras de criança. O Pequi aparece no Cariri, mas foi em Brasília que fui provar essa fruta de cheiro forte e cor amarela que surge entre novembro e fevereiro. O goiano é alucinado por Pequi, que tem caroço cheio de espinhos, um perigo para quem não tem costume de saboreá-lo.
Uva, maçã e pera eram frutas raras e caras. Lá em casa só eram consumidas por quem estivesse doente.
As frutas exóticas, como abacaxi do cerrado, araticum, baru, araçá, buriti, cagaita  que a gente só encontra no cerrado do centro oeste são transformadas em deliciosos  sorvetes que são oferecidos na Sorbê, que fica na 405 Norte em Brasília. A dona da sorveteria, Rita Medeiros, que é jornalista,  já escreveu um livro "Gastronomia do Cerrado, onde  ensina o passo-a-passo de alguns pratos e indica o contato de algumas cooperativas e associações. O Site Cerratinga diz que o  "resultado de seu trabalho é a valorização e conservação do bioma, geração de renda e inclusão social de famílias que fornecem a matéria-prima, produtos com rico valor nutricional, sem falar em um cardápio para além de gostoso."
Uma outra fruta daqui do centro-oeste é a Jabuticaba. É encontrada em toda a região. Em Hidrolândia, município goiano que fica a 236 quilômetros de Brasília, existe um sitio com 43 mil pés de jabuticaba. Você paga uns 30 reais e chupa jabuticaba o dia inteiro, enquanto aguentar. Aliás, o dono do sitio, lança um desafio: se você conseguir chupar uma jabuticaba de cada pé, ele  passa o sitio para o seu nome.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

COMO OS ESTRANGEIROS DESCREVEM O BRASIL


O jornalista H.Aleluia, baiano da melhor qualidade, nos enviou uma lista feita por estrangeiros com defeitos dos brasileiros e do Brasil. Alguma coisa pra se ler, refletir, mudar ou mandar esses gringos pra pqp. Veja aí:

Um fórum gringo resolveu continuar essa lista e trouxe mais itens que os gringos odeiam no país.

Um americano, casado com uma brasileira, morou em São Paulo por 3 anos. Depois dessa árdua experiência, ele voltou para sua terra natal e fez questão de criar uma lista de 20 motivos pelos quais odeia viver no Brasil. Confira:

1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite... E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você "ir se fud**". E educação básica? Um simples "desculpe-me ", quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um "instinto de sobrevivência" em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar "normalmente" se você optar por ficar sozinho.

17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca "cortam o cordão" emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.


19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.


20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.
— Do Fórum —

21. A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.

22. Calçadas no meu bairro são cobertos com mijo e coco de cães que latem dia e noite.

23. Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove .

24. Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.

25. Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.

26. Ir a Shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada pra fazer se você não gastar. Há um parque principal e está horrivelmente lotado.

27. O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas, dobradiças , tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.

28. Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.

29. Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez ais.

30. Os brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.

31. A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.

32. As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que você é incapaz de mover qualquer coisa, além da sua cabeça.

33 . O Brasil é um país de 3° mundo com preços ridiculamente inflacionados para itens de qualidade. Para se ter uma idéia, São Paulo é classificada como a 10ª cidade mais cara do mundo. (New York é a 32ª).

34. A infidelidade galopante. Este não é apenas um estereótipo, tanto quanto eu gostaria que fosse. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais " virís " por sairem com várias mulheres .

35. Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.

36. Quando calçadas estão em construção espera-se que você ande na rua. Alguns motoristas se recusam a fazer o menor desvio a sua presença, acelerando a poucos centímetros de você, mesmo quando a pista ao lado está livre.

37. Nem pense em dizer a alguém quando você estiver viajando para o EUA. Todo mundo vai pedir para você trazer iPods, X-Box, laptops, roupas, itens de mercearia, etc. em sua mala, porque eles são muito caros ou não disponíveis no Brasil.

38. A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.

39. Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior). Mesmo ao meio-dia podem ter engarrafamentos enormes que torna impossível você andar mesmo em um pequeno trajeto limitado, a menos que você tenha uma motocicleta.


40. Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.

Toninho Drummond, uma vida a serviço do jornalismo e dos amigos

Wilson Ibiapina Não se tem notícia de que o  jornalista Antônio Carlos Drummond nos 82 anos de vida tenha cometido uma inconfid...