domingo, 14 de novembro de 2010

RODOLFO ESPÍNOLA


Egidio Serpa

Perdeu o jornalismo cearense um dos seus melhores profissionais – Rodolfo Espínola Neto, que é visto na foto (da esquerda para a direita Rangel Cavalcante, Egidio Serpa, Wilson Ibiapina e Rodolfo).

Repórter por vocação, herdou do pai, o inesquecível Hildebrando Espínola, o talento que o tornou correspondente – por 32 anos – de O Estado de S. Paulo, no Ceará.

Mais recentemente, antes mesmo de tornar-se sexagenário, seu espírito irrequieto levou-o aos bancos universitários que o graduaram historiador. De canudo na mão, foi atrás da história. Mergulhou na pesquisa e viajou pela Península Ibérica, onde se internou à procura de alfarrábios para provar – e provou – que foi o espanhol Pinzón e não o português Cabral o descobridor do Brasil. Publicou dois livros e deixou três concluídos, prontos para publicação.

Ao morrer em Fortaleza, aos 62 anos, vítima de um acidente automobilístico na Avenida Santos Dumont, Rodolfo juntou todas as suas forças para esperar – ainda dentro do carro acidentado, de onde só foi retirado por uma equipe do Samu – a chegada de sua mulher, Nilda, e de dois de seus três filhos João Paulo e Carol, com os quais trocou as últimas.

Ele teve a alegria de ver, há menos de 60 dias, em Recife, o rosto de sua neta Mila, presente da filha mais velha, Melina. Rodolfo, homem de fé, só semeou a amizade. Que Deus lhe dê a vida eterna. Ele merece.

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