
Sente aí, vamos conversar. O blog é pra gente se aproximar, trocar idéias, divulgar crônicas, contos, reportagens, poesias. Alguma coisa desse material que inunda a Internet e roda pelo mundo, será mostrada aqui, também, a título de curiosidade. Portanto, vamos ter material pra ler e pra ver. Essa conversa fiada seria, a princípio, entre amigos, mas quem controla essa coisa?. E já que você chegou até aqui, se aveche, não . Pode ficar à vontade. Lembre que você está em casa.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
CEARÁ CULTURAL

O sertão, a serra, o interior do Ceará é um caldeirão cultural fervendo. Ligo pro Angelim do Icó e pergunto pelas novidades e ele vai contando:
"Camarada, estarei de 29 de janeiro até 20 de fevereiro gravando no Sertão de Quixeramobim a Sedição de Juazeiro - a 1ª Minissérie Cearense".
Angelim não brinca em serviço. Olha só o que é essa Minissérie Cearense SEDIÇÃO DE JUAZEIRO:
"Será uma minissérie de onde se estrairá um longametragem, parecido com o procedimento da mini-serie e filme o auto da compadecida de Miguel Arraes. Iremos contar a historia do Padre Cícero e a emancipação de Juazeiro do Norte de forma dramática para televisão e cinema.
A produção deverá envolver mais de 200 participantes e contará com efeitos especiais. Esta parte do trabalho será desenvolvida por meio da experiência do diretor Daniel Abreu. Ele buscou nos Estados Unidos as técnicas que não irá poupar na minissérie", conta Angelim.
O projeto da produção foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura do Estado, e tem o patrocínio da Coelce. O roteiro da produção é assinado por Jonas Luis da Silva, de Icapuí.
Algumas emissoras foram contatadas e farão parceria para exibir o trabalho, a exemplo da TV Assembleia e do Canal Universitário.
A Sedição de Juazeiro foi um conflito entre o Governo Federal e forças que buscavam manter a hegemonia da oligarquia Accioly no Ceará, apoiada pelo Padre Cícero. O interventor Franco Rabelo iniciou uma perseguição ao "Padim". A região foi defendida pelas tropas de Floro Bartolomeu e por jagunços devotos do "Padim". O conflito resultou na deposição de Franco Rabelo.
SÓSIA DO CARTOLA NO BLUES
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
CARTA DE UM POLICIAL PARA UM BANDIDO
CARTA DE UM POLICIAL PARA UM BANDIDO
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
O PRIMEIRO TEATRO DO CEARÁ ESTÁ ABANDONADO NO ICÓ

Wilson Ibiapina
Localizada no sertão cearense, a 375km de Fortaleza, a cidade do Icó é destaque nacional pelo seu sítio histórico oriundo das charqueaduras que fizeram desta cidade entreposto entre a capital e o interior do Nordeste.
Icó foi elevada a vila em 1738. Em 1842 obteve a categoria de cidade, a terceira do Ceará logo após Aquiraz e Fortaleza.
Por falta de divulgação, quase nenhum brasileiro e poucos cearenses conhecem a importância do sítio histórico. Falta divulgação para atrair turistas. Destacam-se ali a Casa da Câmara e Cadeia, seis igrejas e o teatro da Ribeira dos Icós. É o mais antigo teatro do Ceará. Foi construído em 1860, sessenta anos antes do afamado teatro José de Alencar de Fortaleza.
O teatro da Ribeira dos Icós é obra do arquiteto Henrique Théberge, filho do médico e historiador Pedro Théberge, que financiou a obra neoclássica, que contem dois pavimentos onde o interior térreo compõe-se de três galerias, além de camarotes superiores no primeiro andar.
Agora mesmo, no Rio de Janeiro, um Fórum de Teatro está fazendo um levantamento de todos os teatros do Brasil. Foi nesse encontro que o professor Marbo Giannaccini, diretor executivo do NAC - Nucleo de Arte e Cultura de Brasília, encontrou um pedido de socorro feito por Angelim do Icó. Leia a mensagem dele: “O Teatro mais antigo do estado, em estilo neoclássico no frontispício e elisabetano em seu interior, teve sua caixa cênica drasticamente danificada quando passou pelo restauro do IPHAN, que o deixou sem luz, sem som, sem cortinas, sem pernas ou bambolinas, triste sina, e sem energia elétrica suficiente para que se monte o Kit de Luz que ganhamos em 2006 da Funarte. A Prefeitura tem como gestor de Cultura alguém que tem por mérito da pasta ser campeã em compra de votos, pois de cultura ela não entende nada. O teatro completou 150 anos em 2010 sem uma oficina, sem um espetáculo, abandonado. Deram um bolo no Aniversário do Teatro mais antigo do Ceará e um dos mais antigos do Brasil. Já falei com o Marcelo Bones que disse que iria falar com a superintendência do IPHAN no Ceará, mas calou-se. E o Teatro da Ribeira dos Icós ficou no escuro do mais completo esquecimento”.
Os artistas, empresários, amantes das artes e o próprio governo do estado, através da Secretaria de Cultura, não podem ficar indiferentes ao que está acontecendo no interior do Ceará. Deviam aproveitar o inicio do governo e mandar fazer um levantamento para ter uma ideia exata do que está ocorrendo com o nosso patrimônio cultural.
Não duvido que outros próprios de nossa história estejam na mesma situação desse teatro de 150 anos, uma beleza que enfeita o Icó, mas que pode desaparecer diante do abandono.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
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