terça-feira, 29 de novembro de 2016

SILVESTRE E O CARRO ELÉTRICO


A primeira vez que vi um carro elétrico circulando por Brasília era dirigido pelo jornalista Silvestre Gorgulho. A GM emprestou-lhe o carro elétrico VOLT para que fizesse um teste. O elétrico parece igual aos carros movidos a combustível. A diferença está no motor. É aí que mora o grande perigo. Fácil de resolver, mas ainda em testes. O elétrico não faz barulho. Hoje, nos Estados Unidos, os fabricantes se unem à procura de um ruído especial, um som contínuo para alertar pedestres, animais e outros carros.

O Silvestre ligou o carro e foi saindo sem que se notasse o menor ruído. Depois perguntei a ele se aquele silêncio absoluto era o grande problema do elétrico. Ele disse:

 “ Meu teste durou 4 meses. De outubro de 2013 a março de 2014. A falta de barulho tem dois aspectos: 

  1. Muitos motoristas trocam de marcha pelo ouvido, ou seja. barulho do motor. É quase uma condicionante.   
  2. Questão de segurança. Os pedestres não escutam o barulho do motor. Tanto que a primeira orientação que tive foi de sempre andar com os faróis ligados. 

O Volt que o presidente da GM, Marcos Munhoz, colocou à minha disposição por 3 meses era extremamente confortável, com um design bonito e tinha autonomia elétrica para andar 80 km. O modelo foi lançado nos Estados Unidos em dezembro de 2010. Agora, seis anos depois, as tecnologias incorporadas melhoram demais: mais autonomia, mais econômico e muito mais em conta, pois está uns 40% mais barato.

Detalhe importante: não precisei colocar gasolina nesses três meses. Como não viajei para longe, colocava sempre à noite para carregar e pela manhã eu saía tranquilo. O máximo que andei em um dia foram 60 km. Devo dizer que numa única vez eu, de propósito, deixei de carregar a bateria justamente para ver a passagem do motor elétrico para em combustão, pois quando a bateria descarrega, o motor a gasolina entra automaticamente em ação.  Não dá para sentir a diferença. Nem no desempenho e nem no barulho. Interessante: o motor a gasolina também funciona como gerador estendendo esta autonomia até 50 km adicionais".

O carro elétrico aos poucos vai ganhando mercado. Ainda é caro. Você encontra  a partir de R$ 80 mi. Também, aos poucos, vão se desfazendo as histórias negativas de que o carro elétrico dá choque. Os componentes energizados são protegidos. Você lava o carro, circular na chuva, sem problemas.

Durante meses o jornalista testou um elétrico e descobriu um outro problema que é a baixa autonomia das baterias de lítio que podem explodir numa batida violenta. Mas vamos deixar o Silvestre fazer sua avaliação. Fomos saber dele qual a sensação de se dirigir um carro do futuro:

" Caro Ibiapina, antes de dar minha impressão, dois dedo de prosa. O primeiro veículo elétrico moderno (EV1) foi lançado em 1996, pela General Motors. Depois, várias indústrias entraram no mercado. Hoje os veículo híbridos (gasolina+elétrico) estão ocupando espaço na França, Japão, EUA, Escandinávia. Em Paris, já se vê por todo lado parking com infraestrutura de tomadas para abastecimento de energia.

Característica principal do carro elétrico: ZERO-EMISSÕES. Não tem poluição nem com CO2 e nem sonora. Silêncio total. Nos EUA, o VOLT custa 41 mil dólares. Achei um defeito. Sim, o VOLT que testei só tinha um único defeito. Pesquisei a beça e só encontrei um defeito: O CARRO NÃO ERA MEU!

Mestre Wilson Ibiapina, gostaria de lembrar que no último Salão do Automóvel de Detroit (EUA) e no Salão do Automóvel, deste ano, em São Paulo, já foram apresentados modelos mais econômicos e mais baratos. A Chevrolet anunciou que vai apresentar no evento o Bolt, carro elétrico chamado de "acessível" pela marca. Segundo a GM, o Bolt pode percorrer mais de 380 quilômetros, praticamente o dobro do que um elétrico "comum"  consegue alcançar, com uma só carga. O Bolt é outro carro "verde" que utiliza a energia gerada pelos freios para recarregar a bateria. De acordo com a GM, ele é "tão simples de ser abastecido como um smartphone", já que a operação pode ser feita em garagens residenciais por meio de tomadas convencionais (220V). Uma hora de recarga corresponde a cerca de 40 quilômetros de autonomia.

Para concluir:  A vida precisa de muita energia e adrenalina para ter graça. Mas precisa também de Zero-emissões. O Planeta é um só.

Sustentabilidade é a prioridade número 1 para que a vida continue. Com VOLT ou sem VOLT".











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