sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O SAL DA BARRIGA DO DEFUNTO



No Comitê de Imprensa da Assembléia Legislativa do Ceará, quando não tem sessão, os jornalistas matam o tempo contando causos e relembrando fatos inusitados que aconteceram com eles ou com amigos. O jornalista José Maria, hoje Jomar Campos, que foi um grande animador cultural em Ubajara nos anos 60, e um exímio dançarino, sempre tem uma pra contar. 

Essa aí que você vai ler o Macário Batista anotou e mandou aqui pro blog:

"Jomar Campos, Raimundão da Barra e Pedro Chico, primo do Wilson Ibiapina, andavam bebericando de a pé na estrada de Ibiapina pra Ubajara. Na ponte sobre o Jaburu, na saída de  Ibiapina conseguiram com um pescador, cinco piabas que assariam na primeira trempe.

Neblina baixa que escurecia ainda mais a noite, deixou passar uma luzinha lá no fundo. Na casinha de taipa, uma sentinela. Três parentes puxavam “inselências” pro defunto entrar no céu. Os três chegaram, deram os pêsames, perguntaram de que morreu a morta e, sem qualquer maior cuidado deixaram ver o litro de cachaça que haviam ganho do Mano Portela, na Ibiapina. Zelosos perguntaram pra dona da casa e da defunta, se havia como assar aqueles peixinhos, que era pra tirar o gosto. A mulher só disse que não tinha sal. Mas o sal apareceu pelas mãos do Pedro Chico. 

No interior quando o morto tá com a barriga crescida o costume é botar um pires de sal na altura do umbigo que a barriga baixa. Mas, de repente, um dos que botavam sentido na morta gritou: Roubaram o sal da barriga do defunto! Era o tempero do Pedro Chico."

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