domingo, 7 de setembro de 2014

PARECE QUE FOI ONTEM

Alice-Maria

Alice, parece que foi ontem. Você, Humberto Vieira, Sílvio Júlio e Amaury Monteiro comandando a reportagem, todos fazendo a primeira edição do Jornal Nacional.

Oito horas da noite, Cid Moreira e Hilton Gomes. Alfredo Marsillac na mesa de corte. Um trecho da música The Fuzz, de Frank Devol, invade os lares. Pela primeira vez, estava entrando no ar o Jornal Nacional. Primeiro de setembro de 1969, uma segunda-feira.

O Marsillac ainda deve ter guardado o script do primeiro JN, que o Armando deu-lhe de presente com o bilhete: “Marsillac... e o Boeing decolou”. O jornal entrando no ar, na cabeça do Armando Nogueira, é que nem um Boeing levantando voo.  Não pode ter erro.

Quando cheguei em 1970, o JN ainda uma criança e todos com a preocupação de mantê-lo com qualidade, num formato que aos poucos foi se definindo. O Telejornalismo brasileiro era outro depois daquele dia. E você foi peça preciosa nessa mudança.

Não esqueço de sua preocupação, orientando editores, repórteres, cinegrafistas. Em tudo tinha seu dedo. A equipe foi crescendo: Sebastião Néri, Castilho, Nilson Viana, Jéferson, Meg, Ronan, Luis Edgar de Andrade, Vera Ferreira, Lucia Abreu, Edinete Melo, os irmãos Aníbal e Edson Ribeiro e o baiano Jotair Assad inventando coisas. Falar em criação estavam lá o Waisberg e o Mauro Richter. Humberto Vieira, Eduardo Simbalista e Fábio Perez foram os primeiros editores chefes do JN. Nas moviolas os montadores de filmes Auderi Alencar e o João Mello.

Robertinho na arte, Azul na coordenação junto com o Guará e o Assis, que imitava o Cid. Márcia Clark, Márcia Mendes, Sandra Passarinho, Glória Maria, Lêda Nagle, Márcia Prado, Andre Luiz, e os cinegrafistas Chucho Narvaez, Evilásio Paraense Carneiro, Ricardo Strauss, Orlando Moreira e o baiano José Andrade, que depois saiu pelo Brasil formando novos cinegrafistas.


Os contínuos Morro Agudo e Bené, que o Ronan preferia chamar de "alternados", pois nunca estavam na redação quando precisavam deles. Marcos Novaes, o Sol. Pela bancada do JN passaram também Eron Domingues, Sérgio Chapelin, Celso Freitas, Berto Filho, Carlos Campbel, Marcos Hummel. Tereza Walcacer, Henrique Lago, Ricardo Pereira, Pedro Rogério, Antônio Severo, Woile Guimarães, Eurico Andrade, Wianey Pinheiro, Ronald de Carvalho, Toninho Drummond, Carlos Henrique de Almeida Santos, Carlos Henrique Schroder, esse mesmo que hoje é o diretor geral da Rede Globo, todos grandes jornalistas que foram aprender com você a fazer televisão.


Citei alguns nomes, mas na verdade, todos da Central Globo de Jornalismo aprenderam com você. Como a maioria, orgulho-me de ter participado de sua equipe durante 20 anos. 

Abraço forte do Wilson Ibiapina e da Edilma Neiva, seus alunos, admiradores e amigos.

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