segunda-feira, 28 de abril de 2014

BEBIDAS DE LÁ QUE SÓ ENCONTRO AQUI







Nas poucas vezes que fui a Alemanha tentei pedir uma dose de stanheguer para beber com cerveja e não consegui. Achava que não estava conseguindo pronunciar corretamente o nome da bebida, uma espécie de cachaça feita de zimbro, um arbusto europeu, mesma matéria-prima do gim. Fui tirar minhas dúvidas com os jornalistas Eduardo Mamcasz e a Cleide. O casal todo ano passa férias em Berlim, onde aluga apartamento e fica um mês feito nativos, andando a pé, de metrô, frequentando padarias, bares supermercados e praças. Mamcasz disse que também não consegue encontrar o Steinhaeger. Famoso lá, segundo ele, é o Jägermeister, produzido desde 1935 e considerado o nono destilado mais consumido do mundo. Os alemães combinam com cerveja, como fazemos aqui com o Steinhaeger. Tem que está bem gelado.


Uma outra bebida forte, que conheci passeando pelas propriedades vitivinícolas da serra gaúcha, é a Graspa, feita de bagaço de uva e aromatizada com a erva arruda. Um dia, em Brasília, pedi uma Graspa numa loja de bebidas. A mocinha atendente me deu uma aula. Explicou que não existe Graspa, que a bebida italiana chama-se Grapa. Em Roma, me disseram a mesma coisa. Não é graspa. É grapa. Portanto se um dia desejar provar uma Graspa, como era chamada a Grapa antigamente pelos italianos, o melhor caminho é a Serra gaucha. Tem ela lá feita com o bagaço das melhores uvas. Mas o gaúcho esnoba, fabrica a Graspa do trigo. É o Triguinho. É difícil encontrar, mas também com inigualável sabor.

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