quinta-feira, 11 de junho de 2015

RAQUEL DE QUEIROZ: BRASÍLIA É MILAGRE DA ARTE

 
 
 
Silvestre Gorgulho
 
A romancista, escritora, jornalista e cronista Raquel de Queiroz tinha birra com Brasília. Mas um dia, ela veio visitar a nova Capital e mudou de opinião.

Antes, vale a pena conhecer um pouquinho desta escritora brasileiríssima.  Sua oportunidade literária começou com uma carta ao jornal O CEARÁ.

Com o pseudônimo de "Rita de Queluz", em 1927, Rachel envia carta ao jornal ironizando o concurso "Rainha dos Estudantes", promovido por aquele veículo. O diretor do jornal, Júlio Ibiapina (deve ser parente do Wilson Ibiapina) amigo de seu pai, diante do sucesso da carta a convida para colaborar com o veículo.

E a partir daí... a Rita de Queluz aconteceu e retomou seu nome original. Rachel de Queiroz escreveu livros, peças de teatro, artigos e crônicas nos mais diversos jornais do país.
Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, por 23 votos a 15. Quinta ocupante da Cadeira 5, eleita em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Candido Motta Filho e recebida pelo Acadêmico Adonias Filho, em 4 de novembro de 1977.

Suas reservas contra a construção de Brasília acabaram quando visitou a nova Capital pela primeira vez. Se rendeu à importância geopolítica do projeto e sentenciou: "Para que existisse Brasília houve mister que se houvesse a conjunção raríssima de três fatores: dois gênios e um doido. O urbanista gênio, Lucio Costa, o arquiteto gênio, Oscar Niemeyer, e um governante maluco que colocasse de lado todos os critérios de prioridades da realidade nacional e cegamente se atirasse à fascinante aventura da Nova Capital, JK".
 


 

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